Publicidade

07 de Dezembro de 2013 - 07:00

Esperado para este mês, documento não tem data para ser lançado. Economia da região é prejudicada por ausência de voos no Itamar Franco

Por Gracielle Nocelli

Compartilhar
 

O edital para a concessão do Aeroporto Presidente Itamar Franco, localizado entre Rio Novo e Goianá, não sairá este ano, conforme informação da assessoria da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Pública (Setop). A previsão inicial era que o lançamento ocorresse este mês, mas a audiência pública para apresentação do documento que estava marcada para novembro não foi realizada e segue sem data para acontecer. A indefinição aumenta a incerteza sobre o futuro do terminal, que completou seis meses sem voos comerciais. A interrupção do transporte aéreo de passageiros tem gerado impactos diretos na economia local. No momento, as expectativas da região se voltam para o desenvolvimento da atividade cargueira como possibilidade de retomada do crescimento.

Em Rio Novo, a prefeita Virgínia Ferraz diz que há empreendimentos aguardando a definição do aeroporto para serem construídos. "O nosso distrito industrial fica perto do terminal. Há muitos empresários que já compraram o terreno, mas estão na expectativa do que vai acontecer." A situação prejudica o crescimento econômico da cidade. "Cada empresa representa mais emprego e arrecadação para o município." Segundo ela, em visita ao Itamar Franco na última quinta-feira, a administração do Itamar Franco teria afirmado que, a princípio, o transporte de cargas se tornaria a principal atividade no aeroporto. Algumas operações já estariam sendo feitas e os planos seriam de expandir este projeto.

Na avaliação de Virgínia, o mais importante é "ter o aeroporto funcionando." "Ele contribui muito para o desenvolvimento da Zona da Mata. Apesar de não estar fechado, as atividades foram reduzidas, e pessoas perderam empregos." Ela destaca que as operações de cargas podem ser uma possibilidade para atração de novos investimentos para a cidade e, também, de uma companhia aérea que se interesse em realizar transporte de passageiros.

Diversos setores econômicos também foram impactados em Goianá. "Os taxistas que investiram para atender os passageiros do terminal hoje são acionados vez ou outra. Isto ocorre apenas quando há necessidade de pouso aqui por causa do fechamento do aeroporto de Juiz de Fora", exemplifica a prefeita Maria Helena Zaidem Lanini. Ela explica que comércio, bares e restaurantes também foram afetados. "O embarque e desembarque trazia movimentação para a região. O fim dos voos trouxe um impacto bem desagradável para todos." Dentre os reflexos negativos, ela destaca também as demissões ocorridas no terminal e a interrupção de investimentos que estavam previstos para a cidade.

Sobre a realização de atividade cargueira no Itamar Franco, Lanini concorda que será uma boa oportunidade para a atração de empresas para a região. "Mas o ideal seria se tivéssemos continuado com o transporte de passageiros e, agora, ampliássemos com o projeto de cargas. De qualquer forma, já houve essa quebra." Procurada pela Tribuna, a Multiterminais, administradora do aeroporto, não se posicionou.

Fim dos voos

O aeroporto Itamar Franco está sem voos comerciais desde o dia 4 de junho, quando a Azul Linhas Aérea Brasileiras, única empresa que operava no local, transferiu as atividades para o aeroporto Francisco Álvares de Assis (Serrinha), em Juiz de Fora. Na semana passada, executivos da companhia reafirmaram à Tribuna que a decisão foi exclusivamente comercial,pois a Zona da Mata não possui demanda para dois terminais.

O modelo de concessão previsto pelo Estado para exploração do Itamar Franco será de parceria público-privada, pelo qual o Governo de Minas irá complementar a remuneração da empresa concessionária e definir ações a serem seguidas durante o período de contrato, com duração de 25 anos. O valor estimado da licitação é de mais de R$ 188 milhões.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você concorda com o TJ, que definiu que táxi não pode ser repassado como herança?