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12 de Abril de 2014 - 07:00

Para garantir moeda, saída é agendar troca com antecedência; cotação nesta sexta-feira era de R$ 2,22

Por Tribuna

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Saída é agendar troca com antecedência
Saída é agendar troca com antecedência

Apesar de o momento ser favorável à aquisição de dólar, está difícil encontrar a moeda norte-americana no mercado juiz-forano. Pelo menos esta é a constatação de consumidores que procuram casas de câmbio da cidade. A escassez da divisa, verificada nos últimos dias, coincide com a sequência de quatro quedas consecutivas no pregão, só interrompida na quinta-feira. Nesta sexta-feira (11), o dólar operou em alta, com valorização de 0,86%. Fechou em R$ 2,22, acompanhando o fortalecimento da moeda no exterior. Ainda assim, acumulou queda de 1,07% na semana, marcada pela forte entrada de recursos no país.

Conforme a atendente da Renova Câmbio, Fernanda Duvernay, a procura pelo dólar aumentou nos últimos dias em Juiz de Fora. Há cerca de uma semana, ela não recebe a divisa. "A dificuldade está acontecendo em relação a todas as moedas." Conforme Fernanda, a orientação para o juiz-forano que está com viagem próxima é levar cartão de viagem, em que é possível fazer o carregamento no país, pagando em real, e realizar o saque ou o débito no exterior com a conversão na moeda desejada.

Na Califórnia Sul Câmbio e Turismo também há escassez de dólar. O proprietário Jaime Massa atribuiu o aumento da procura à folga prolongada da próxima semana e a opção de alguns juiz-foranos por viajarem para o exterior. Na agência, está se trabalhando com reserva de dois dias. No caso da Califórnia Sul, a dificuldade é restrita à moeda norte-americana. A expectativa de Massa é que a situação seja regularizada nos próximos dias.

O Banco do Brasil (BB), por meio de sua assessoria, confirmou a falta do dólar nas agências em Juiz de Fora. O posicionamento da assessoria é que, por questão de segurança, não é possível fornecer informações sobre reposição.

A analista de Comércio Exterior da Fiemg Regional Zona da Mata, Maria Fernanda Quirino, avalia que, apesar de a moeda ter começado o ano em alta, passando da casa de R$ 2,40 em fevereiro, o momento é de baixa. Na casa dos R$ 2,20, explica, o câmbio não estimula as exportações, mas favorece as viagens internacionais e as importações. "Eu imagino que está faltando dólar porque todo mundo correu para comprar. Faz muita diferença para quem vai viajar", opina. Na opinião da analista, é difícil antecipar os rumos do câmbio, em função do ano eleitoral, mas a manutenção da taxa de juros em patamar alto torna o mercado atrativo para os investidores e a entrada de moeda estrangeira. Com o aumento da oferta, há redução do seu valor, estimulando a valorização do real frente o dólar.

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