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21 de Fevereiro de 2014 - 04:00

Por Tribuna

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Depois de ter encerrado 2013 com o pior resultado dos últimos dez anos em empregabilidade, Juiz de Fora começou o ano demitindo mais do que contratando. O saldo de empregos em janeiro foi negativo em 149 vagas, resultado de 6.081 admissões e 6.230 desligamentos na cidade. No mesmo mês do ano anterior, o resultado foi inverso: as contratações prevaleceram, resultando na criação de 261 empregos com carteira assinada. A performance deste início de ano também foi inferior a do mesmo período de 2012. Na época, surgiram 265 novas oportunidades no mercado formal.

O balanço divulgado nesta quinta-feira (20) tem por base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e mostra ainda que, dentre os oito setores produtivos mapeados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), dois contribuíram de forma determinante para o cenário negativo: comércio (-615) e serviços (-79). A construção civil apresentou o melhor resultado em empregabilidade (321), seguida pela indústria de transformação (217).

O presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti, considera que o quadro verificado nos últimos 12 anos permanece neste início de ano: "o comércio não está vendendo bem". Além da retração nas vendas, ele cita outros fatores que impactam na criação de empregos, como a alta carga tributária a que o empresário está submetido especialmente neste início de ano, o período de férias que reduz o movimento nas ruas e as compras realizadas em cartão de crédito e sistemas de crediário. "Tudo isso contribui para potencializar a trajetória do último ano: de vendas fracas e custos altos." A pouco mais de uma semana para o final de fevereiro, as expectativas de Beloti estão concentradas em março. O objetivo é verificar se haverá reversão do cenário, que afeta não só o varejo, como o setor de serviços também.

No estado, o estoque de empregos formais foi de 7.211 em janeiro, queda de 3,59% ante o mesmo período do ano passado (7.480). A exemplo do que aconteceu em Juiz de Fora, o setor de comércio também amargou fraco desempenho, com saldo negativo em 8.882 oportunidades. No país, o mercado formal de trabalho gerou 29.595 empregos, crescimento de 2,4% ante o estoque do mesmo mês de 2013 - 28.900. Em termos setoriais, com exceção do comércio, todos os outros setores elevaram o nível de emprego, com destaque para indústria de transformação (38.516 postos), construção civil (38.058) e serviços (24.681). A expectativa do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, é de tendência positiva do mercado, que, segundo ele, vem mantendo crescimento constante nos últimos seis meses. "Não há indicativo de que esse crescimento do emprego não se mantenha, pois essa dinâmica vem ocorrendo há vários anos. Somente no Governo atual foram gerados mais de 4.5 milhões de empregos", frisou o ministro.

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