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04 de Junho de 2014 - 07:00

ALMG aprova requerimento para debater impactos do fim dos voos no aeroporto juiz-forano

Por Gracielle Nocelli

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Terminal está há 2 meses sem atividades regulares
Terminal está há 2 meses sem atividades regulares

A Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou nesta terça-feira (3) requerimento para realização de audiência pública que irá debater os impactos da interrupção dos voos comerciais no Aeroporto Francisco Álvares de Assis (Serrinha), em Juiz de Fora. O encontro foi solicitado pelo deputado Cabo Júlio (PMDB), mediante pedidos de empresas e comércio da cidade, e aguarda definição de data para acontecer. Há dois meses sem atividades regulares, desde quando a Azul Linhas Aéreas transferiu as atividades para o Aeroporto Presidente Itamar Franco (Rio Novo/Goianá), o terminal juiz-forano registrou queda de receita, o que acarretou em demissões.

A proposta da audiência, segundo o deputado, é discutir os reflexos para a população da situação vivida pelo Serrinha. "Muitas empresas reclamaram do fim dos voos comerciais. Nossa ideia é discutir como isso tem afetado a vida das pessoas e a economia de Juiz de Fora", explica o deputado.

Dentre os impactos da ausência de voos está a redução do quadro de funcionários que trabalham no aeroporto, confirmada nesta terça. De acordo com informações da Sinart, empresa que administra o local, demissões estavam previstas para o decorrer deste ano, mas tiveram que ser antecipadas diante da queda de demanda. O gerente do Serrinha, Cipriano Magno, explica que foram feitas quatro demissões. "Os colaboradores atuavam nas áreas de canal de inspeção e limpeza. Com a ausência de operações de uma companhia aérea no aeroporto, tivemos que reduzir a equipe que presta estas atividades." Agora o aeroporto irá atuar com 39 funcionários.

Segundo Cipriano, a Sinart contratou um número maior de funcionários quando a Azul ampliou a capacidade das aeronaves, de 45 para 68 lugares. "A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) exige uma proporção entre o número de trabalhadores de um aeroporto e o passageiros que são atendidos. Ao aumentar a demanda, precisamos crescer nosso quadro." Com a falta de voos comerciais, ele diz que a empresa passou a atuar com número excedente de funcionários. "Ainda continuamos com um número maior de profissionais mas, por enquanto, novas demissões não estão previstas."

 

Copa

Cipriano confirmou que o Serrinha integra a lista de 25 aeroportos brasileiros escolhidos como alternativa da aviação geral durante a Copa do Mundo. "Esta escolha foi feita pela Anac e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), o que comprova a segurança do aeroporto." Ele garante que o atual quadro de colaboradores tem capacidade para atender a demanda do Mundial, assim como, de até dois voos regulares, caso uma nova companhia se instale no terminal. As negociações com empresas aéreas continuam, mas nenhum acordo foi fechado por enquanto.

 

Transferência

No dia 3 de abril, a Azul transferiu os voos com destino a Campinas do aeroporto da Serrinha para o Aeroporto Presidente Itamar Franco. Na ocasião, a companhia justificou a mudança dizendo que o aeroporto de Goianá "oferece melhor infraestrutura aeroportuária contribuindo para deixar as operações mais seguras, tanto para clientes como para a tripulação." Em 2013, a Azul realizou o inverso - transferiu os voos do Itamar para Juiz de Fora - alegando que "a decisão era comercial, uma vez que os juiz-foranos representavam maior demanda de passageiros."

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