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19 de Fevereiro de 2014 - 06:00

Levantamento mostra recuo de 5,65% na região ao longo do ano

Por Tribuna

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A indústria de Juiz de Fora e região fechou o ano de 2013 desaquecida, com queda no faturamento e nas horas trabalhadas - o nível de emprego, a massa salarial e o nível de utilização da capacidade instalada registraram crescimento moderado. A constatação é da Pesquisa Indicadores Industriais elaborada pela Gerência de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado da Zona da Mata, quanto ao faturamento em 2013, é o pior entre as regiões do estado.

Foram frustradas as expectativas do empresariado de que dezembro seria o melhor mês do ano. O faturamento do mês decresceu 18,85% contra novembro. Se a base de comparação for dezembro do ano anterior, a queda é ainda mais acentuada e chega a 22,36%. No acumulado do ano, o recuo na Zona da Mata foi de 5,65% ante o mesmo período do ano passado, atribuído à queda nas vendas para o mercado doméstico.

Conforme a Fiemg, a redução de pedidos no mercado externo provocou a queda de 1,47% no faturamento do setor de produtos têxteis na região, ao longo de 2013. Já produtos alimentícios apresentaram elevação de 14,45% no faturamento, como consequência de reestruturações na área comercial e de marketing em importantes empresas, o que provocou aumento nas vendas tanto internas quanto externas. Os segmentos de farináceos, carne e açúcar influenciaram este resultado. O aumento de pedidos no mercado doméstico nas empresas de papel e papelão no ano passado provocou crescimento de 8,55% no faturamento do setor correspondente, informou o órgão.

A Pesquisa Indicadores Industriais mostrou, ainda, que as horas trabalhadas na produção foram 11,77% menores em dezembro mediante novembro. No confronto com o mesmo mês de 2012, a variável mostrou variação negativa de 6,64%. No acumulado de 2013 contra 2012, também houve queda, ainda que em menor percentual: 1,38%. Apesar de ter apresentado crescimento de 1,18% no acumulado do ano, o nível de emprego mostrou redução de 1,09% em dezembro frente a novembro. Quando comparado ao mesmo mês de 2012, o recuo chega a 2,84%.

Outro indicador considerado pela Fiemg é a massa salarial, que expandiu 11,12% em dezembro em relação a novembro na Zona da Mata. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a variável também foi positiva (0,67%). Em 2013 ante 2012, as remunerações pagas registraram crescimento de 3,25%. O nível de utilização da capacidade instalada em dezembro foi de 82,15%, 4,41 pontos percentuais menor do que o de novembro (86,56%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (86,62%), houve recuo de 4,47 pontos. No ano passado, a média de utilização da capacidade instalada foi de 86,59% ante os 85,90% registrados em 2012.


Para Fiemg, resultado é 'modesto'

A economista da Gerência de Estudos Econômicos da Fiemg, Daniela Araújo Costa Melo Muniz, identifica desaquecimento no desempenho industrial da Zona da Mata. Ela avalia que, embora tenha havido indicadores com resultado positivo, o aumento foi "modesto". O cenário, segundo a economista, não é muito diferente do verificado no estado, cujo desempenho "não foi muito satisfatório". Além da queda de 0,05% no faturamento real em 2013 ante 2012, a utilização da capacidade instalada mineira ficou em 84,81% ante 84,98% no ano anterior. Para a economista, as performances da região e do estado eram esperadas. Na sua opinião, 2013 não apresentou condições de negócios favoráveis a grandes expansões, provocando decréscimo em nível de atividade e faturamento.

"Já vínhamos preocupados com o desenvolvimento de Minas Gerais e Juiz de Fora. Podemos sentir que não só nossa cidade como a Zona da Mata tem crescido pouco", avalia o presidente do Centro Industrial, Leomar Delgado. O presidente pondera, no entanto, que, como a pesquisa mapeou os resultados apenas de alguns setores, "esperamos dados de outras importantes áreas para podermos fechar com mais precisão e uma visão mais ampla o real desenvolvimento da indústria juiz-forana". A pesquisa considera 17 setores produtivos, como metalurgia básica, extrativa mineral, máquinas e equipamentos, veículos, produtos químicos, bebidas e produtos alimentícios.

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