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01 de Maio de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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O grande número de feriados que, este ano, caem em dias úteis preocupam o comércio juiz-forano. Entidades como o Sindicato do Comércio (Sindicomércio) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade ainda não contabilizaram as perdas, mas afirmam que o setor é o mais prejudicado pelas portas fechadas e fuga de consumidores. O problema é agravado pelo fato de Juiz de Fora não ser um município turístico e, portanto, não possuir tradição em atrair novos compradores nas datas próximas aos feriados.

Nas últimas semanas, os empresários tiveram que fechar seus estabelecimentos devido a dois feriados nacionais sequenciais, que foram a Paixão de Cristo (18 de abril) e Tiradentes (21 de abril). E o calendário de dias não úteis não para: nesta quinta-feira o comércio não abrirá, por causa do feriado do Dia do Trabalho. Além disso, em junho - mês já considerado atípico em função da realização da Copa do Mundo no Brasil - haverá dois feriados municipais: no dia 13, Dia de Santo Antônio e 19, Corpus Cristhi. "O comércio está passando por uma situação econômica delicada, e esses dias não úteis trazem mais problemas. Os empresários recebem esses feriados de uma forma amarga, pois não podem vender", ressaltou o superintendente do Sindicomércio, Sergio Costa de Paula.

O comércio é obrigado a seguir o calendário de feriados, mas, segundo o superintendente da entidade, existe um certificado de regularidade que pode ser adquirido por proprietários de lojas durante a convenção anual de trabalho, que permite a abertura dos estabelecimentos nesses dias. "Ainda não fizemos as contas dos prejuízos que teremos, principalmente nesse primeiro semestre do ano, onde está concentrado o maior número de feriados, mas tudo leva a crer que as vendas irão cair muito e nosso resultado não será positivo", reiterou.

O presidente da CDL Juiz de Fora, Marcos Tadeu Casarim, relatou que os comerciantes devem buscar alternativas para driblar as perdas. Uma das dicas é o planejamento do fluxo financeiro e a outra é tentar fazer com que os clientes façam suas compras antes do feriado. "Além disso, nas datas comemorativas, quando o comércio está mais aquecido, os empresários devem buscar garantir que os consumidores façam suas compras nos estabelecimentos locais", acrescentou Casarim.

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