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22 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Fabíola Costa

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Até 20 de janeiro a procura na unidade superou 300 pessoas por dia
Até 20 de janeiro a procura na unidade superou 300 pessoas por dia

Madrugar na porta das agências da Previdência Social é a opção encontrada por alguns juiz-foranos que preferem ou não têm como usar internet ou telefone para agendar o atendimento com hora marcada. Nesta terça-feira (21), a Tribuna esteve na Agência São Dimas, localizada no Terminal Rodoviário Miguel Mansur, e constatou que, embora o horário de funcionamento comece às 7h, há quem chegue muito antes do amanhecer, tentando fugir das filas e voltar para casa com o agendamento garantido. Só em janeiro, a procura na unidade superou 300 pessoas por dia, considerando o balanço do mês até o dia 20.

O aposentado Ricardo Falci de Paiva, 47 anos, mora no Bairro Cerâmica e chegou na porta da agência às 3h desta terça. "Quase dormi aqui", comenta. Ele era o primeiro da fila e guardava lugar para a esposa, que precisava de atendimento. Ela chegou ao local por volta das 6h45 para rendê-lo. Ricardo não concorda em ter que madrugar na rua para contar com o serviço, mas temia não conseguir atendimento caso chegasse mais tarde. "Com o pobre sempre foi assim, na base do sacrifício."

Segundo na fila, o pintor José Renato Moreira, 50, também mora no Cerâmica e chegou à unidade por volta das 5h30. Ele pretendia solicitar um hiscre, como é conhecido o histórico de créditos ou extrato de pagamento do INSS. "Ter que sair muito cedo de casa é péssimo, mas é necessário. Eu queria ser um dos primeiros a chegar, para não ter problemas." O comerciante José Rezende, 58, acordou por volta das 5h para sair do Monte Castelo e chegar na agência antes do início do expediente. Rezende, que está afastado do trabalho, pretendia alterar a data marcada para a perícia. "É um transtorno, mas é a forma de não enfrentar fila." Nos três casos, os segurados já haviam procurado o órgão em outras ocasiões e decidiram chegar mais cedo porque enfrentaram fila, demoraram para ser atendidos ou não conseguiram resolver suas pendências. Nesta terça, antes da abertura das portas, mais de dez pessoas já aguardavam atendimento.

 

 

Previdência reconhece atrasos

O chefe da Seção de Atendimento da Gerência Executiva do INSS em Juiz de Fora, Carlos Roberto Esterce do Nascimento, comenta que, ao longo de 2013, foram realizados cerca de 280 agendamentos por dia na unidade. Segundo ele, mesmo com a divulgação sobre a marcação remota (por telefone ou internet) e a falta de necessidade de chegar às agências muito cedo, ainda há pessoas que se antecipam com receio de não serem atendidas, resultando em filas na porta. O chefe assegura que não há limitação de senhas, nem de agendamentos, e que o atendimento é realizado ao longo de todo horário de funcionamento: das 7h às 17h. "Quem chega é atendido, dentro da possibilidade e da capacidade da agência." O trabalho rotineiro de supervisão na porta, para constatar se há filas antes da abertura das agências, também foi destacado.

Apesar de o atendimento não ser limitado, Carlos Roberto reconhece que pode sofrer atraso em função de fatores sazonais, como no período de chuvas, quando há o retorno de água na unidade, que fica alagada, e morosidade no sistema. Com isso, o atendimento pode "demorar um pouco mais" do que o desejado, avalia. Em casos de dúvidas, a orientação é que o juiz-forano procure os canais de atendimento (telefone 135 ou site www.previdencia.gov.br).

Depois de uma reforma que durou sete meses, em agosto de 2010, a Agência São Dimas voltou a funcionar no Terminal Rodoviário Miguel Mansur. A unidade reúne 19 guichês, além estrutura física considerada moderna, segura e confortável pela Previdência. Um dos objetivos da obra foi aumentar em 35% a capacidade de atendimento. A demanda, segundo o INSS na época, chegaria a 400 usuários por dia, entre moradores de Juiz de Fora e de outros 26 municípios da região.

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