A greve dos bancários completou nesta segunda-feira (3) uma semana em Juiz de Fora, com adesão de 54% da categoria, sendo 39% de funcionários dos bancos públicos e 15% dos privados. Hoje, no segundo dia útil do mês e início da semana, o movimento foi intenso nos caixas eletrônicos das agências paralisadas, prioritariamente Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, correspondentes bancários e lotéricas. O movimento segue por tempo indeterminado.
O protesto hoje ficou concentrado no Bradesco localizado na Avenida Rio Branco. Sentados em fila na porta da agência, os bancários distribuíram canja para a população, em alusão ao tema "o banqueiro não dá canja para ninguém". Na porta, clientes ficaram divididos em relação ao movimento. A pensionista Isabel Barbosa estava preocupada como receberia o pagamento, em função da greve. "Estou torcendo para acabar." Já o advogado Olívio Campos estava ontem com dez cheques e não conseguia depositá-los, nem descontá-los na Caixa. Durante a tarde, estava peregrinando pelas agências em busca de atendimento.
A dona de casa Edna Neri, que realiza as transações bancárias pelo caixa eletrônico, não se sente prejudicada com a paralisação. O professor Márcio Brügger destaca a estratégia montada pelos bancos, minimizando os impactos para o cliente. Ele apóia o movimento. "Precisamos nos colocar na posição deles."
A categoria reivindica extensão do horário de atendimento, das 9h às 17h, com a criação de dois turnos de trabalho, e abertura de agências nos bairros. Em termos salariais, os bancários pedem reajuste de 12,8% e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4.500 fixos, além de aumento do piso de R$ 1.250 para R$ 2.297,51. Na última rodada de negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu aumento de 8% e PLR de 90% do salário mais R$ 1.100,80 fixos, com teto de R$ 7.181.



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