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17 de Janeiro de 2014 - 07:00

Alternância entre fortes chuvas e muito calor prejudicam produção e disparam os preços

Por Gracielli Nocelli

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Os juiz-foranos começaram o ano pagando mais caro pelos hortifrutigranjeiros. As intensas chuvas de dezembro e as altas temperaturas nas primeiras semanas de janeiro acarretaram perdas na produção, diminuindo a oferta de produtos e elevando os preços. Nesta quinta-feira (16), a caixa de chuchu com 19kg custava R$ 40 na Ceasa de Juiz de Fora, quatro vezes mais caro que o preço praticado no final de dezembro, quando o valor era de R$ 10. O tomate, considerado o grande vilão das compras em 2013, viveu uma escalada de preços, sofrendo alta de 75% em três dias, da última segunda-feira para esta quinta. A caixa com 20 kg era vendida por R$ 15 em dezembro, no início desta semana estava 33,3% mais cara, custando R$ 20, e nesta quinta-feira era comercializada a R$ 35. Situação semelhante ocorreu com a berinjela e a couve-flor (ver quadro). Nas prateleiras dos mercados, o reflexo da situação faz o consumidor final pagar até 120% mais caro.

O proprietário do Box São Francisco no Mercado Municipal, Carlyle Lopes Barros, explica que as condições climáticas prejudicaram o comportamento de preços de vários produtos. "Os produtores justificam que boa parte da plantação morreu. Com isso, a oferta diminuiu muito. Há produtos, como chuchu e pepino, que estão em falta. Desta forma, os preços dispararam." O gerente de marketing do Bahamas, Nélson Júnior, diz que a alta dos hortifrutigranjeiros é esperada nesta época do ano. "Embora seja sempre uma surpresa, pois o clima pode mudar a qualquer momento, no início do ano sabemos que os preços aumentam. Há plantações que são prejudicadas com muita chuva, outras com muito sol, e tivemos tudo isso de forma intensa nas últimas semanas."

De acordo com a Ceasa Minas, janeiro é o mês em que agrião, alface, chicória, couve-flor, rúcula, taioba, berinjela, chuchu, ervilha, pepino e batata-doce ficam mais caros por conta das condições climáticas. Já o tomate e o repolho, que também sofreram aumento na unidade de Juiz de Fora, deveriam estar em preços equilibrados. A alta é justificada pela diminuição da oferta por perdas na produção.

No bolso do consumidor, o maior impacto é com o preço da couve-flor, que passou de R$ 2,49 a unidade, no final de dezembro, para R$ 5,50, aumento de (120,8%). Em seguida está o pepino, que dobrou de preço, passando de R$ 1,99 para R$ 3,99 o quilo, no mesmo intervalo de tempo. Já o chuchu teve reajuste de 80,4%, indo de R$ 1,99 para R$ 3,59 o quilo. Na sequência estão tomate e batata-doce com alta de 77%, berinjela (37,8%) e laranja (30%).

Os novos preços refletem nas vendas e nas escolhas dos consumidores. "Pela dificuldade em encontrar os produtos, o mercado fica com estoque menor, as vendas diminuem um pouco. Mas ninguém deixa de comprar, pois nesse calor a preferência é por saladas. Acontece a substituição de alguns produtos", diz Carlyle. A mesma situação é verificada no Bahamas. "O consumidor que ia comprar a laranja acaba levando o limão, e aquele que ia comprar alface, substitui pela couve. Há substituição para caber tudo no orçamento", afirma Nelson. A expectativa é que a variação de preços continue até março, por conta do período de calor.

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