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07 de Maio de 2014 - 07:00

Apesar de ter perdido participação no país, cidade superou Contagem no ranking relativo a 2014

Por Tribuna

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Com potencial de consumo estimado em R$ 10,636 bilhões este ano, Juiz de Fora conseguiu recuperar uma posição e ocupa o terceiro lugar no ranking mineiro. O município perde, na ordem, para Belo Horizonte (R$ 59 bilhões) e Uberlândia (R$ 13,4 bilhões). Logo em seguida está Contagem, com potencial calculado em R$ 10,620 bilhões. A diferença entre o terceiro e o quarto lugares é de exatos R$ 16 milhões. No cenário nacional, a cidade se mantém na 38ª posição, a mesma do ano anterior. Em 2013, a cifra estimada era de R$ 10,3 bilhões para o município.

Os dados constam do estudo IPC Maps 2014, indicador da potencialidade de consumo nacional, desenvolvido pela IPC Marketing Editora. Conforme o levantamento, a cada R$ 100 gastos no país este ano, R$ 0,32605 devem sair do bolso do juiz-forano. O consumo per capita estimado é de R$ 19.421,38 (urbano) e R$ 10.453,47 (rural).

Somente com a manutenção do lar, os juiz-foranos devem consumir R$ 2,6 bilhões este ano. O item incorpora contas de água e luz, aluguel, gás e impostos. Gastos com alimentação no domicílio consomem mais R$ 994,7 milhões. Na lista estão, ainda, despesas com material de construção (R$ 711,7 milhões), gastos com veículo próprio (R$ 523,4 milhões) e alimentação fora do domicílio (R$ 456,8 milhões).

Entre as classes sociais, a média (B) deve responder por 50% do consumo previsto. Em seguida, está a emergente (C), com participação de 24,6%, e a classe alta (A), com 22,4%. Na cidade, conforme o IPC Marketing, a emergente tem maior participação nos domicílios (43,4%), seguida pela classe média (41%) e baixa renda (9,1%). A classe alta representa apenas 6,6% do total.

Conforme o responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, apesar de Juiz de Fora ter apresentado queda de 5,8% no IPC Maps (share de consumo) entre 2013 e 2014 (de 0,34636 para 0,32605), a retração foi menor do que a verificada no município de Contagem no mesmo período: 6,9% (de 0,34989 para 0,32555). Por isso, a cidade conseguiu subir uma posição. O share de consumo é a participação relativa do potencial de consumo de cada município no cenário nacional. Segundo Pazzini, em geral, as cidades das regiões Sul e Sudeste perderam participação mediante o crescimento, acima da média nacional, dos municípios das regiões Norte e Nordeste. "A perda de Juiz de Fora entre 2013 e 2014 não é um fato isolado ou um problema específico da cidade", avaliou.

Questionado se a previsão de inauguração do Shopping Jardim Norte em 2015 poderia impactar a performance no próximo ano, Pazzini explica que a lógica é inversa. "A abertura do segundo shopping center é consequência do aumento do potencial de consumo da cidade e da região. Quando os planejadores decidem pela construção de um shopping, levam em conta o comportamento do potencial de consumo do município e da região." De qualquer forma, avalia, um segundo grande empreendimento deve atrair mais consumidores, principalmente dos municípios próximos.

Interiorização do consumo

Este ano, o consumo dos mineiros deve chegar a, aproximadamente, R$ 321,4 bilhões. No país, a previsão é atingir a marca de R$ 3,262 trilhões. Conforme o responsável pelo estudo, o cenário de consumo do país está em plena expansão, puxado pela classe média. "Esse desempenho crescente vem se registrando ano após ano." Pazzini identifica, ainda, o fenômeno da interiorização do consumo. Segundo ele, os 50 maiores municípios brasileiros, incluindo Juiz de Fora, responderão por 42,6% dos gastos nacionais este ano. No topo do ranking, destacam-se os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Goiânia, Recife e Manaus, seguidos por cidades metrópoles do interior de São Paulo.

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