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17 de Janeiro de 2013 - 22:09

Vereador solicita a ministério ampliação de serviços para micro e pequenas indústrias; PJF diz que iniciativa é fundamental para captar investimentos

Por Bárbara Riolino

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Zuchi destaca que agência de promoção de exportações permite abertura de empresas ao capital externo
Zuchi destaca que agência de promoção de exportações permite abertura de empresas ao capital externo

A possível instalação de uma unidade da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), está sendo discutida nas esferas política e econômica de Juiz de Fora. No âmbito do Legislativo, o vereador Wanderson Castelar (PT) dirigiu ao ministro da Pasta, Fernando Pimentel, representação solicitando a ampliação dos serviços da Apex na cidade. A ideia é impulsionar o comércio internacional de produtos fabricados por pequenas e médias indústrias do município e da Zona da Mata. Há quatro anos, o serviço da Apex é disponibilizado no Projeto de Extensão Industrial Exportador (PEIEX), por meio de dois departamentos da Federação da Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) - Regional Zona da Mata.

"Queremos melhorar a estrutura de apoio da agência, visto que a cidade busca a retomada de seu desenvolvimento e internacionalização de sua economia", destacou o parlamentar. Para o coordenador de projetos da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento, André Zuchi, a ampliação da Apex em Juiz de Fora é fundamental para a captação de novos investimentos. "A iniciativa abre as empresas para o capital internacional. Quanto mais atores voltados para o desenvolvimento na região, melhor para todos e para a economia. Vale destacar, ainda, o aporte logístico que a Zona da Mata oferece, como o Aeroporto Itamar Franco, em Goianá, que tem capacidade de atuar como um terminal alfandegário, que facilitará as exportações. A Prefeitura está aberta para desenvolver novas parcerias."

O presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, divulga que, no ano passado, o escritório da Apex na Fiemg atendeu 137 micro e pequenas empresas de Juiz de Fora em 17 setores, dentre eles confecções, calçados, móveis, alimentação, gráficas, metal mecânico, químico e farmacêutico. Destas, 11 já começaram a exportar dentro das propostas da agência. "Temos um grupo com 221 diretores participando ativamente de planos de ações voltados para a exportação, para alavancar o desenvolvimento da região e o estreitamento do diálogo entre empresas e o mercado internacional. A Apex ajuda a promover qualquer tipo de produto."

Ainda segundo Campolina, o escritório na Fiemg em BH atende todo o estado por meio das subsedes da Apex nas regionais de Ipatinga, Poços de Calda, Uberlândia, Divinópolis e Juiz de Fora.

 

 

Investimentos podem reverter a balança comercial

A balança comercial de Juiz de Fora deve encerrar 2012 com déficit, mas em volume inferior ao obtido em 2011. De janeiro a novembro, o município contabilizou US$ 101 milhões em exportações e US$ 800 milhões em importações, que resultou em déficit de US$ 698 milhões. No mesmo período de 2011, o déficit era de US$ 806 milhões. O valor exportado no acumulado do ano passado é 30% menor que o contabilizado nos primeiros 11 meses de 2011. Já as importações tiveram queda de 15%.

Para o economista Antônio Flávio Luca do Nascimento, o resultado se deve ao início da produção de caminhões pela planta local da Mercedes-Benz. "A montadora era a responsável por manter Juiz de Fora nas primeiras colocações de exportação no ranking estadual. Hoje, o município ocupa a 40ª posição. Além da montadora, outras quatro empresas participam gradualmente na arrecadação: Votorantim, Arcelor, Onduline e Becton Dickinson. O restante são micro e pequenas empresas que têm uma participação insignificante", ressalta.

O déficit, na visão do especialista, também é reflexo da crise internacional e da falta de investimentos em tecnologia. "O país precisa desenvolver uma cultura de exportação. Estamos em um mundo globalizado e não podemos ficar omissos ao exterior. É preciso rever os impostos sobre a indústria brasileira, que tira a competitividade do produto nacional no mercado externo. Das 3.381 indústrias de Juiz de Fora, 98% delas são micro e pequenas empresas, que não têm características de exportar e não estão preparadas para gestão de exportação".

 

 

Bárbara Riolino

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