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10 de Dezembro de 2013 - 07:00

Cidade está atrás de Belo Horizonte, Uberlândia e Nova Lima, conforme Sebrae; potencial da Zona da Mata é considerado baixo

Por Tribuna

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Juiz de Fora é a quarta cidade mineira com maior potencial para a criação de empreendimentos e o desenvolvimento de pequenos negócios, atrás apenas de Belo Horizonte, Uberlândia e Nova Lima, nesta ordem. As informações são do estudo "Índice de competitividade municipal" realizado pelo Sebrae Minas em 853 municípios do estado e divulgado nesta segunda-feira (9). A pesquisa, feita anualmente, mostrou que Juiz de Fora subiu quase quatro pontos no índice em comparação com 2012, passando de 72,68 para 76,38 pontos. Com o resultado, a cidade manteve a colocação conquistada nos últimos dois anos.

Para a avaliação do grau de competitividade dos municípios, o Sebrae considerou cinco sub-índices: performance econômica, capacidade de alavancagem do Governo, quadro social, suporte aos negócios e infraestrutura (ver quadro). "Cada um desses itens representa um grupo de quesitos e tem peso diferenciado. Por isso, mesmo que o município tenha queda em um deles, o aumento em outro pode compensar na avaliação final", explica a analista da unidade de inteligência empresarial do Sebrae Minas, Verússia Santos.

No caso de Juiz de Fora, o melhor desempenho ficou no quesito suporte aos negócios, que avalia instituições de apoio ao desenvolvimento econômico e o mercado de trabalho. Neste item, a cidade foi ranqueada em terceiro lugar, atrás de Belo Horizonte e Uberlândia, respectivamente. A pior colocação foi quanto à performance econômica, que abrange aspectos relacionados à atividade econômica, comércio internacional, remuneração e emprego. O município ficou em 98º lugar.

Para o gerente regional do Sebrae, João Roberto Marques Lobo, os resultados demonstram a necessidade do fortalecimento da ligação entre as empresas e quem oferece suporte aos empreendimentos. "Temos muitas instituições que garantem a geração de conhecimento e o apoio à inovação tecnológica em Juiz de Fora, o que nos confere uma boa avaliação neste aspecto." Como exemplos, ele cita a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o Instituto Federal do Sudeste (IF-Sudeste), dentre outros. "Por outro lado, percebemos a necessidade de conquistar novos mercados para fomentar o comércio internacional e, assim, melhorar a geração de renda, o que irá afetar diretamente na remuneração", analisa. "Esta melhora pode ser alcançada com o melhor uso dessas ferramentas de suporte."

Lobo destaca que o apoio oferecido pelas instituições às empresas deve também ser melhor aproveitado por empresas das cidades do entorno, o que alavancaria a competitividade da Zona da Mata, considerada baixa pelo estudo. "Juiz de Fora teve uma boa colocação na pesquisa, mas o desempenho da região é avaliado pelo conjunto dos municípios. Por isso, seria importante que as as empresas de outras cidades também utilizassem nossos aparatos para desenvolver a economia de forma regional", opina. "Nas regiões do Centro e do Triângulo, que registraram índice alto na pesquisa, observamos que o desenvolvimento está mais descentralizado", compara.

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