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18 de Dezembro de 2013 - 07:00

Cidade é a 5ª maior produtora de riqueza em Minas e a 66ª no ranking nacional

Por Gracielle Nocelli

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O Produto Interno Bruto (PIB) de Juiz de Fora chegou a R$ 9,3 bilhões em 2011, conforme dados do levantamento divulgado nesta terça-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa alta nominal de 12,4% em comparação com o total de R$ 8,3 bilhões registrados em 2010 (ver quadro). Com o resultado, a cidade manteve a quinta posição em Minas Gerais, atrás de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Uberlândia, respectivamente. No ranking nacional, o município ocupou a 66ª colocação. Em termos reais, o PIB juiz-forano teve aumento de 5% no período analisado, considerando o índice deflator fornecido pelo IBGE, conforme cálculos da secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda (Sdeer). O índice supera os resultados estadual (2,8%) e nacional (3,5%) extraídos pela mesma base de cálculos.

Na avaliação do titular da Sdeer, André Zuchi, os dados do IBGE mostram a consolidação do cenário econômico de Juiz de Fora. "Em 2011 começamos a ter um reflexo positivo das nossas ações. Voltamos a acompanhar o desempenho da economia nacional e atingimos o crescimento. Asseguramos o quinto lugar no estado e figuramos como o segundo município do interior com maior participação em Minas."

De acordo com o levantamento, Juiz de Fora concentrou 2,4% da produção de riqueza do estado naquele ano, o mesmo índice registrado em 2010. "O crescimento nominal do PIB é interessante, mas o melhor seria a cidade ampliar essa participação", pondera o economista Fernando Perobelli. "É importante observar o comportamento dos outros municípios neste intervalo de tempo para saber se Juiz de Fora segue o mesmo ritmo." Os registros revelam que Belo Horizonte, Betim, Contagem e Uberlândia diminuíram levemente sua participação no estado, que alcançou o PIB de R$ 386 bilhões em 2011.

A atuação dos setores no PIB juiz-forano também se manteve estável de um ano para o outro. Em percentuais aproximados, serviços aumentou de 62% para 63% a participação no município, indústria e administração repetiram os índices de 23% e 13%, respectivamente, e a agropecuária caiu de 0,5% para 0,4%. "Juiz de Fora tem uma economia plural. Vale lembrar que naquele ano a Mercedes-Benz estava sendo reformulada. Acredito que os próximos números divulgados do PIB serão melhores e terão um grande destaque para a indústria", diz o secretário André Zuchi.

Com relação ao PIB per capita, Juiz de Fora teve aumento nominal de 11,8%, passando de R$ 16.054,99 para R$ 17.955,17. Apesar do aumento, a cidade continuou abaixo da média estadual (R$ 19.573). Segundo o analista do IBGE em Minas Gerais, Antônio Braz, o fato não deve ser foco de preocupação. "O PIB per capita mede o quanto é gerado em riqueza por habitante. No entanto, sabemos que nem sempre o que é gerado fica retido no local. Para fazer uma avaliação neste sentido, devemos considerar o indicador de rendimento nominal médio mensal do município", explica. Segundo ele, utilizando esta base de comparação, a renda média na cidade ultrapassa os valores estadual e nacional. "O indicador do IBGE mostra que Juiz de Fora tem rendimento de R$ 984, enquanto o de Minas Gerais é de R$ 723,16 e do país de R$ 755,79", analisa.

 

No país

No Brasil, os dados do IBGE revelam que a geração de renda permanece concentrada. Apenas três municípios foram responsáveis por um quinto do PIB brasileiro em 2011, o equivalente a 20,6%. São Paulo liderou o ranking, seguido por Rio de Janeiro e Brasília. Quando considerados os seis primeiros municípios da lista, figuram ainda Curitiba, Belo Horizonte e Manaus, mesmo resultado verificado em 2010. A ordem de importância na geração de riqueza permanece a mesma desde 2008. Juntas, as seis cidades são responsáveis por 25% do PIB e 13,7% da população brasileira.

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