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18 de Abril de 2014 - 07:00

Cidade reage em março, mas resultado segue muito inferior ao verificado em 2013

Por Trribuna

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Juiz de Fora criou 139 novos postos de trabalho em março, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado positivo - diferença entre as admissões e demissões realizadas no período - não foi suficiente, porém, para segurar o saldo do primeiro trimestre de 2014, que fechou negativo em 137 vagas. No ano passado, considerando os mesmos três meses, a cidade tinha registrado criação de 971 vagas.

No mês de março deste ano, os setores da indústria e construção civil foram os que mais abriram novos postos de trabalho: 147 e 170, respectivamente. Na avaliação do presidente do Centro Industrial e do Sindicato das Indústrias de Construção Civil de Juiz de Fora (Sinduscon-JF), Leomar Delgado, o clima contribuiu para o desempenho de ambos os setores. "Com o fim das chuvas, as obras são iniciadas, e as contratações acontecem. Isso explica o resultado da construção civil", diz. "Para analisar o crescimento da indústria de transformação, é preciso uma avaliação mais detalhada dos segmentos. Mas pela mudança de estação, é possível que o ramo de confecções tenha iniciado as contratações para a criação das novas coleções." No acumulado dos três primeiros meses, os dois setores também tiveram saldos positivos.

Com resultado negativo em 96 vagas no mês de março, o comércio segue sem dar sinais de recuperação. No primeiro trimestre, o setor amargou o desempenho negativo em 909 postos de trabalho. "Viemos de um 2013 difícil, com fracas vendas, reflexo do cenário econômico nacional. Enquanto os juros e encargos continuarem altos, será difícil mudar essa realidade", justifica o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti.

Para ele, a situação desencadeou também o resultado que tem sido verificado no setor de serviços. Em março, o saldo foi negativo em 82 vagas e, no acumulado desde janeiro, em 300. "Muitas empresas prestam serviço para o comércio. Estamos enfrentando uma tempestade, e os impactos serão sentidos diretamente nos dois principais empregadores da cidade."

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