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12 de Julho de 2014 - 07:00

Projeto de expansão prevê investimento de R$ 3,7 milhões na área metalúrgica, com 50 empregos diretos

Por Tribuna

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Um dos 74 protocolos de intenção firmados entre iniciativa privada e Governo mineiro este ano contempla Juiz de Fora. O projeto, do setor metalúrgico, sinaliza investimento de R$ 3,7 milhões, com geração de 50 empregos diretos e 40 indiretos. A informação é da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), tem por base balanço do primeiro semestre e se refere a investimentos que contaram com a assistência do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) para a efetivação.

A Sede não divulgou detalhes, como nome da empresa, perfil do empreendimento e cronograma a ser executado. "Não podemos fornecer detalhes sobre os projetos, pois trata-se de informações sigilosas das empresas", disse a secretária, por meio de sua assessoria. No estado, foram formalizados R$ 7,676 bilhões em investimentos, cuja geração de empregos chega a 8.331 diretos e 9.426 indiretos, no mesmo período avaliado. Os setores contemplados são automotivo e autopeças, biotecnologia, comércio e serviços, couro e calçados, elétrico e eletroeletrônicos, embalagens e plásticos para construção, fármacos, indústria química, mecânica e de bens de capital, metalurgia, mineração (ferro), têxtil, vestuário e confecções, alimentos, agronegócio, lácteos e café, aeronáutico, energias renováveis, energias hídricas, papel e celulose, cimento e minerais não ferrosos, cosméticos e higiene pessoal, e-commerce e bebidas, entre outros.

O secretário Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi, comenta que o protocolo relacionado a Juiz de Fora trata-se de uma expansão, cujos detalhes ainda são mantidos sob sigilo. Ele reconhece que o movimento de formalizações está "fraco", não só na região como também no estado - o que, para ele, é reflexo das incertezas que permeiam a economia brasileira. Zuchi comenta que os investimentos de protocolos assinados até agora com o município não deixaram de ser feitos, mas tiveram seus cronogramas dilatados, em função do cenário econômico de baixo crescimento, com impacto, principalmente, no setor industrial. "Há um ano e meio percebe-se uma desaceleração do investimento, que continua sendo feito, mas de forma mais lenta."

Contemplados

Conforme a Sede, as cidades que devem concentrar a maior parte dos investimento são as da região Central, Sul e Triângulo. O motivo é a concentração de riqueza na região Central, principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que sedia o maior parque industrial e as reservas minerais existentes no Quadrilátero Ferrífero. A Zona da Mata, avalia o Governo mineiro, destaca-se pela localização geográfica próxima das três principais regiões metropolitanas brasileiras. "A região conta com ótimas universidades, importantes centros de pesquisa e infraestrutura logística melhor que a média estadual."

O Governo mineiro esclarece, no entanto, que é do empresário a decisão de investir em um município em detrimento de outros. "O processo decisório envolve a análise de grande número de variáveis, como disponibilidade e qualidade da mão de obra, de terrenos aptos a abrigar empreendimentos produtivos e infraestrutura, a existência de incentivos fiscais ou creditícios, entre outros", diz o texto da Sede.

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