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13 de Junho de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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As lâmpadas incandescentes sairão do mercado em até dois anos. O modelo mais tradicional, de 60 watts, deixará de ser fabricado a partir do próximo mês e as vendas no varejo se encerram em junho do ano que vem. A retirada dos produtos do mercado segue decisão estabelecida por meio da Portaria Interministerial 1007 dos ministérios de Minas e Energia (MME), Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) que define índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização. A medida vai impactar o setor de iluminação e mexer com o bolso do consumidor.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) mostram que as lâmpadas correspondem a 28% do faturamento da indústria de iluminação, e o modelo incandescente é o mais vendido no país. Só em 2013, foram comercializadas 250 milhões de unidades. O diretor técnico da entidade, Isac Roizenblatt, explica que as lâmpadas incandescentes podem ser substituídas por fluorescentes compactas, halógenas e LED. "Com as substituições haverá enormes ganhos para os consumidores que pagarão menos na conta de luz", garante.

Ele exemplifica que na substituição de uma lâmpada incandescente de 100 Watts por uma fluorescente compacta de 23 Watts, "a economia é de cerca de R$ 30 em mil horas de utilização ou, aproximadamente, um ano". Isac destaca que a mudança também irá trazer economia ao país, "que gastará menos recursos para gerar e transmitir energia". Ao final deste mês, as lâmpadas incandescentes de 61 a 100 watts não estarão mais disponíveis nas lojas. Os modelos abaixo de 40 watts saem de circulação em junho de 2016.

Para os consumidores, os resultados serão observados em médio prazo, já que os preços das alternativas às lâmpadas incandescentes são mais altos. Dados da fabricante mundial Osram mostram que o preço de uma lâmpada LED pode ser até 24 vezes superior ao da incandescente. Enquanto a faixa de custo da incandescente está entre R$ 2,50 e R$ 3, a halógena varia entre R$ 5,50 e R$ 8,50, e a fluorescente entre R$ 15 e R$ 20. O modelo LED é o mais caro, com preço médio entre R$ 40 e R$ 60. O gerente de produto da empresa, Pedro Sega, afirma que o custo benefício deve ser medido a partir da economia gerada nas contas de luz e durabilidade dos produtos. "Em comparação com as incandescentes, as halógenas são 30% mais econômicas, as fluorescentes 80% e as de LED, 90%." Já a vida útil é de mil horas, 8 mil horas e até 25 mil horas, respectivamente.

Mercado local

Em Juiz de Fora, o setor de iluminação não acredita que a medida do Governo irá gerar prejuízos. Em alguns estabelecimentos, já houve redução na procura por lâmpadas incandescentes. "Há algum tempo o modelo fluorescente vende mais. Desde aquela época do apagão, os consumidores se adaptaram à troca", conta o gerente da Eletro Guimarães, Nelinton Guimarães. Para ele, o mesmo irá ocorrer com as lâmpadas LED. "Acredito que a tendência a longo prazo será substituir a fluorescente por este tipo de tecnologia."

A mesma projeção é feita pelo diretor da ACL Comercial Elétrica, Zênio Fernandes Filho. "A fluorescente reduziu preço com o tempo, o mesmo já está ocorrendo com a LED. Em menos de cinco anos, ela deve se tornar a primeira opção dos consumidores, até mesmo pelas vantagens que o produto possui em termos de economia e durabilidade."

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