No segundo dia de greve dos rodoviários, os juiz-foranos continuam enfrentando dificuldades para se locomover. De carro, a pé ou de táxi, o trânsito tem sido complicado nesta quarta-feira (06). Pro meio das redes sociais e por e-mail, os leitores da Tribuna relatam os problemas:
Pelo Facebook, a estudante Ana Karolina Colombo disse que está sem ir às aulas da faculdade "por não ter transporte público e não ter a mínima condição de ficar pagando de R$ 20 a R$ 30 de táxi por dia. Era para entregar trabalho hoje, e estou em casa ilhada".
Raphael Raposo está com problema semelhante: "Simplesmente não tenho como ir trabalhar. Moro na Zona Norte, no Bairro São Judas Tadeu, e não tenho condições de pagar R$ 45 de táxi até o Centro."
Mari Scoralich Desci teve que levar o filho para a creche a pé. "Chegando lá, a professora não tinha como ir trabalhar, porque mora longe. E dá-lhe morro acima com o Ian no colo."
O filho de Raquel Drumond perdeu a aula na terça. "Hoje (quarta) perdeu uma consulta no HU e irá perder prova, porque estuda no Bairro Dom Bosco. Eu perdi hoje uma entrevista de emprego, pois minha filha de 8 meses não teve creche, pois as funcionárias não tinham como vir trabalhar."
"Estou a dois dias sem poder ir trabalhar por falta de transporte público", diz Tácio Amaral de Oliveira. "Preciso pegar dois ônibus para ir e para voltar. Não tem condições de ir a pé, fora as aulas da faculdade que também não posso ir. Se é o apoio da população que querem, estão fazendo de forma errada."
Andressa Monteiro enviou e-mail relatando que perdeu uma consulta que havia marcado pelo SUS e que demora muito para ser chamada. "A greve caiu justamente nesse dia. Obviamente, remarcarei, mas o atraso foi grande, pois eu precisava dos resultados o mais rápido possível."
Também por e-mail, Tatiane Belo disse ter sido prejudicada pela greve. "Tinha uma entrevista de emprego marcada. Trabalho à noite e não compareci. Será descontado esse dia que faltei em meu pagamento, por causa da falta de ônibus em Juiz de Fora. Eu pago pelo uso dos coletivos, não uso de graça. Acho isso um desrespeito ao consumidor, que tem seus compromissos e não consegue outro tipo de transporte."
Já a estudante de curso de artes e design na UFJF Jéssica Dornelas está sem ir às aulas há dois dias. "Moro em Juiz de Fora única e exclusivamente para estudar e, futuramente, trabalhar. 'Rachar' uma corrida de táxi com mais três pessoas pode até ser viável por um dia ou dois, só que além de até táxi estar difícil de conseguir em meio a esse transtorno, com o trânsito a corrida também sai bem mais cara. Além do mais, nós, estudantes que moramos longe de nossas famílias, normalmente vivemos com o dinheiro contado para passar o mês, e imprevistos como este da greve do único transporte coletivo que temos é um absurdo, tendo em mente que Juiz de Fora é uma cidade que gira em torno das faculdades."



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