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07 de Junho de 2014 - 07:00

No Calçadão da Rua Halfeld, principal corredor comercial da cidade, lojas encerram expediente até 3 horas antes do jogo

Por Tribuna

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Mukaiber Miana vai observar o movimento para decidir quando fechar
Mukaiber Miana vai observar o movimento para decidir quando fechar

Como já era esperado, os juiz-foranos encontrarão o comércio de portas fechadas durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo. Apesar da inexistência de um acordo formal entre os sindicatos patronal e laboral do setor, boa parte dos empresários da cidade decidiu por encurtar o horário de funcionamento das lojas. No Calçadão da Rua Halfeld, o principal corredor comercial de Juiz de Fora, dos 44 estabelecimentos localizados entre as Rua Batista de Oliveira e a Avenida Rio Branco, apenas três manterão o funcionamento normal: uma farmácia, uma rede de fast food e uma pastelaria.

Treze estabelecimentos ainda aguardam definição da matriz sobre o horário a ser cumprido nos dias de jogos da seleção, os outros 28 já optaram pela antecipação do encerramento do expediente. Para estes, o horário diferenciado começa no próximo dia 12 de junho, quando o Brasil estreia no Mundial em partida contra a Croácia, marcada para as 17h. Há lojas em que as atividades serão encerradas com três horas de antecedência. Na primeira fase da Copa do Mundo, o Brasil ainda entra em campo nos dias 17 e 23 de junho.

Na loja de roupas Glamour, o sócio-proprietário Mukaiber Miana diz que o trabalho poderá ser paralisado "a qualquer momento". Segundo ele, em dias de jogos do Brasil, as vendas não são significativas. "Não vale a pena manter a loja aberta por muito tempo, pois a demanda é muito pequena. Com a rua vazia, pois as outros estabelecimentos também fecham, fica até perigoso para trabalharmos." A loja de artigos esportivos Planeta Corrida fechará as portas uma hora antes das partidas. "A procura pelos nossos produtos é muito grande agora. Mas no momento do jogo, os consumidores também estarão vendo a seleção", avalia a gerente Nice Alvim.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, a entidade e o Sindicato dos Empregados no Comércio (SEC-JF) preferiram "não intervir, deixando a livre negociação entre empresários e colaboradores". Na avaliação de Beloti não é possível afirmar que o comércio juiz-forano irá parar durante os jogos da seleção, pois houve grande variedade nos tipos de acordo. "Há lojas que não vão abrir, outras que vão fechar mais cedo e algumas que irão parar as atividades durante os jogos para depois reabrir."

Para Beloti, a situação é de prejuízo aos empresários. "O evento não interfere de forma positiva para a maior parte do comércio, pois não há vendas. Com exceção dos segmentos de gastronomia e artigos de esporte e decoração, a Copa não nos traz retorno."

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