No segundo dia da greve nacional dos bancários, nove agências de bancos privados aderiram ao movimento, totalizando 39 paradas em Juiz de Fora. Todas essas agências são localizadas na Avenida Rio Branco e representam seis do Itaú - entre atendimento jurídico e comercial -, duas do Santander e uma do HSBC. Em relação aos trabalhadores, houve a adesão de 117 funcionários, que somados com os números do primeiro dia, totalizam cerca de 600 bancários de braços cruzados. Esse índice representa 50% dos 1.200 trabalhadores da cidade, conforme informa o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata (Sintraf-JF).
Em Juiz de Fora, as únicas agências públicas que realizam atendimento à população são a do Banco do Brasil, localizada em Benfica, e a da Caixa Econômica, na Rua Santa Rita, Centro.
Na manhã desta quarta-feira (28), a classe se distribuiu em pontos da Rio Branco para mostrar apoio aos bancários que aderiram ao movimento. Na próxima quinta (29), os trabalhadores, junto com funcionários dos Correios em greve, irão realizar o enterro simbólico do índice de 8% apresentado pela Federação Brasileira de Bancos (Fenaban) na quinta rodada de negociação, realizada no último dia 23. Não há uma data para um novo encontro. Segundo o presidente do Sintraf, Robson Marques, o primeiro dia de paralisação foi positivo, já que mobilizou mais de 4 mil agências no Brasil, o que representa 21% da categoria. Como orientação, o Sintraf lembra aos usuários que os caixas eletrônicos das agências, os serviços de internet banking e o 0800 dos bancos continuam em operação. No caso dos pagamentos, há a alternativa dos correspondentes bancários, que são as lotéricas e pague-rápidos.
Exigências
A classe pede um reajuste salarial de 12,8% - correspondente a reposição da inflação mais 5% de ganho real -; a participação nos lucros e resultados de três salários dos bancários mais R$ 4.500; ampliação do piso da categoria de R$ 1.250 para R$ 2.297,51, conforme projeção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em caráter social, os bancários também pedem o aumento do horário de atendimento dos bancos, das 9h às 17h, com a abertura de dois turnos de trabalho. Outro ponto debatido é a eliminação dos correspondentes bancários e o aumento das agências, o que, segundo os bancários, iria garantir mais segurança para a população e trabalhadores.



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