Apostando no aumento de 7% a 8% na produção de caminhões para este ano, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Mercedes-Benz mantém os investimentos na fábrica instalada na cidade. Em dezembro de 2012, foram contratados 140 novos funcionários e, neste mês, a montadora ampliou a planta local, com inauguração das linhas de montagem bruta de cabinas e de pintura das estruturas. Antes da inauguração, as cabinas eram preparadas na fábrica em São Bernardo do Campo (SP) e enviadas para o município. As novas áreas de fabricação foram montadas nos locais onde anteriormente ocorria a produção dos veículos leves, como o Classe A e C, passando por uma completa reestruturação. Os profissionais recém-contratados estão atuando prioritariamente nesses espaços.
A expansão estava prevista pela montadora desde o início da produção de caminhões, em janeiro de 2012. A unidade possui capacidade anual de fabricação de 50 mil veículos dos modelos extrapesado Actros e o leve Accelo. Mas, apesar da expectativa inicial ter sido de produção de até 15 mil unidades em 2012, o volume atingiu a marca de dez mil veículos, sendo nove mil do modelo Accelo e um mil do extrapesado Actros. "A tendência é positiva, por isso estamos expandindo. Alcançamos as metas de produção e superamos os objetivos de qualidade. Mesmo diante de um mercado que teve baixa de 20% em 2012", afirma o vice-presidente da produção de caminhões na Mercedes-Benz do Brasil, Ronald Linsmayer.
A empresa busca a nacionalização do modelo Actros, que hoje já atinge 25% a 30% de peças brasileiras, e quer chegar a 60% até 2014. Já o caminhão Accelo é um projeto totalmente brasileiro. No parque industrial da Mercedes-Benz existem atualmente quatro fornecedores de peças instalados - Maxion, Randon, Seeber e Grammer - responsáveis pela montagem de longarinas e subsistemas, pintura de partes plásticas de peças, fabricação de bancos para os veículos, entre outros. As empresas parceiras são importantes para a nacionalização dos veículos. "Com certeza, o número de fornecedores deve aumentar, mas não podemos dizer quanto. Isso depende de um interesse mútuo", ressalta Linsmayer.
Possibilidades
Com a expansão, a Mercedes conta atualmente com 900 funcionários atuando na fábrica, que possui área de 2,8 milhões de metros quadrados, às margens da BR-040 no Distrito Industrial, sendo 180 mil metros quadrados destinados à área de produção. Boa parte do terreno ainda está sem utilização, permitindo uma possível expansão, o que pode ser um ponto vantajoso para a fábrica caso ocorra a retomada da produção de carros no país, ainda em avaliação pela gerência alemã da montadora. "Se a BMW e a Audi vieram para o país, não poderemos ficar atrás. Mas, neste caso, a fábrica poderia ser instalada em qualquer lugar do Brasil. Aqui já existe uma infraestrutura, inclusive administrativa, que poderia ser uma vantagem", declara o diretor de produção de caminhões da fábrica de São Bernardo do Campo, André Luiz Moreira.
Acompanhando o possível aumento da produção local, a direção não descarta a ampliação do quadro de funcionários. "Hoje temos apenas um turno de trabalho. A capacidade é para fabricação de 40 mil veículos em dois turnos e produção anual de 50 mil veículos. Vamos ampliando os turnos e número de funcionários à medida que elevarmos o patamar", reforça Ronald Linsmayer.
A Mercedes foi inaugurada em abril de 1999 com o objetivo de produção do Classe A e, em 2007, iniciou a fabricação do Classe C. Em janeiro de 2012, houve uma inversão da planta da unidade, com investimentos de R$ 450 milhões para fabricação exclusiva de caminhões.



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