Publicidade

23 de Maio de 2014 - 07:00

Por Tribuna

Compartilhar
 

A produção dos setores de montagem bruta e pintura em Juiz de Fora foi suspensa nesta quinta-feira (22) pela Mercedes-Benz e permanece assim até segunda-feira. Embora a folga desta sexta já estivesse programada na chamada "semana curta" - redução da jornada de cinco para quatro dias da semana durante este mês - os recessos de quinta e segunda não estavam previstos. Os dois setores reúnem cerca de cem trabalhadores.

"A situação preocupa", avalia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, João César da Silva. A justificativa recebida por ele é que a medida teria sido adotada em função da greve de um fornecedor paulista do ramo de estamparia. João César embarcou nesta quinta para São Paulo, onde participa de rodadas de negociação ao longo do dia. "A expectativa é avançar e encontrar a saída."

Conforme a Mercedes, o recesso desta sexta está relacionado a greve do fornecedor paulista. Na segunda-feira, haverá a antecipação da folga prevista para a última sexta-feira do mês, dentro da semana curta. As interrupções de sexta e segunda não atingem apenas os setores de montagem bruta e pintura, mas toda a produção, que reúne cerca de 450 funcionários. A montadora afirma ainda que, por enquanto, a redução da semana trabalhada vale até o final do mês, embora existam negociações em andamento. "Estamos estudando outras medidas", afirmou a assessoria, sem divulgar detalhes. A justificativa continua sendo a adequação da produção de caminhões ao mercado.

Há uma semana, os trabalhadores aprovaram em assembleia nova proposta de negociação com o objetivo de por fim às demissões na unidade. No documento encaminhado à montadora, foi exigida a reintegração de 20 trabalhadores demitidos na semana anterior. Uma das propostas é a realização de Programa de Demissão Voluntária (PDV) nos moldes da negociação feita com a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A categoria cogita, ainda, pleitear o ajuizamento de ação civil pública para reaver o emprego dos cerca de 130 funcionários que, segundo o sindicato, foram demitidos nos últimos dez meses. O corte corresponderia a quase 20% do quadro de colaboradores da empresa.

Também está em negociação entre as partes a proposta de layoff, como é chamada a suspensão temporária do contrato de trabalho de funcionários. Com base no artigo 476 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), é permitido que o contrato seja suspenso por até cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação oferecido pelo empregador. Para isso, no entanto, são necessárias previsão em convenção ou acordo coletivo e concordância formal do envolvido. A medida atingira outros cem trabalhadores no município.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você confia nas pesquisas eleitorais?