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14 de Maio de 2014 - 07:00

Por Fabíola Costa

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Na falta de interesse da iniciativa privada em realizar o Minas Láctea, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) cogita promover ela própria a próxima edição do evento. Desde a criação do então Congresso Nacional de Laticínios, há mais de 40 anos, nunca houve a terceirização do evento. Colocando fim às especulações e ao temor de uma possível transferência de sede, a entidade garante que o Minas Láctea permanece em Juiz de Fora, mesmo sem data definida para a sua realização. "Em momento algum foi sequer cogitada a hipótese de realizá-lo em Belo Horizonte", afirma a Epamig, por meio de sua assessoria.

A pouco mais de dois meses para a data anteriormente prevista para a edição deste ano (de 28 a 31 de julho), o formato do evento permanece indefinido. "A Epamig ainda estuda alternativas sobre a operação da feira, isso inclui local, data, gestão, modelo, etc." A expectativa era que a realização acontecesse simultaneamente no Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) e no Expominas. Segundo a Epamig, há "muita procura por estande" e "todos estão sendo atendidos e posteriormente serão contatados". Informações divulgadas em julho do ano passado pela própria Epamig apontavam que 95% dos estandes já estariam reservados, com dez empresas na fila de espera para este ano.

Em janeiro, a Epamig publicou edital de concorrência pública para a concessão de parte da "Minas Láctea 2014". A concessão incluiria os serviços de administração, gestão financeira, fiscal e jurídica, comercialização, segurança, comunicação e marketing, dentre outros. A vigência seria de um ano podendo ser prorrogada anualmente até o limite de cinco anos. O anúncio da empresa vencedora estava previsto para março. "A Epamig desconhece os motivos (do desinteresse) da iniciativa privada. Lançar outro edital não é uma das hipóteses em consideração", afirmou a entidade.

Considerado o principal evento laticinista da América Latina, o Minas Láctea reúne seis eventos: Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq); Exposição de Produtos Lácteos (Expolac); Concurso Nacional de Produtos Lácteos; Fino Paladar e Lac´Ideia, além do Congresso Nacional de Laticínios. Em 2013, o público chegou a 14 mil pessoas nos três dias de evento, alta de 16% ante o ano anterior. Os negócios gerados e prospectados durante o evento sinalizaram um giro de R$ 200 milhões.


Busca de parceiros para fábrica

Informações de bastidores dão conta de que um especialista estaria na cidade avaliando a possibilidade de retomar a produção comercial na fábrica do ILCT, inoperante desde 2008, visando a atender o mercado. A Epamig não confirmou essa informação, apenas afirmou que "a fábrica está em operação atendendo à pesquisa e ao ensino. Somente a produção para o mercado não está viabilizada, porque a Epamig busca parceiros na iniciativa privada". O posicionamento é que a entidade está "reunindo esforços para encontrar o melhor modelo para a gestão e o funcionamento da fábrica".

Conforme a Tribuna noticiou em janeiro, a fábrica pode ser terceirizada. Este, aliás, seria o motivo do atraso na retomada das operações comerciais da unidade, prevista para outubro de 2013. Na época, o então governador Antonio Anastasia (PSDB) realizou a entrega da obra e anunciou o início da produção no final daquele mês. A venda de derivados no varejo estava programada para novembro. Na época, a Epamig afirmou que "a loja do Instituto Cândido Tostes não será aberta porque está em estudo uma alternativa que torne o empreendimento autossustentável".

Depois de cinco anos de reforma e investimento estimado em R$ 3,3 milhões, entre recursos dos governos federal e estadual, a unidade estaria apta a reiniciar as atividades. Com produção inicial estimada em dois mil litros por dia, a expectativa era atingir a capacidade (oito mil litros/dia) no período de seis meses a, no máximo, um ano, conforme resposta do mercado. A intenção era, na primeira fase, produzir queijos minas frescal, minas padrão, prato e edan, requeijão cremoso, doce de leite e iogurte. Na segunda, o mix seria enriquecido com queijos finos, bebidas lácteas e ricota. A fabricação seria feita por 12 funcionários do próprio instituto, e a comercialização ficaria concentrada na loja anexa ao instituto, sendo destinada a Juiz de Fora e região.

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