Sem ônibus, muitos motoristas tiraram os carros da garagem, provocando aumento de fluxo de veículos durante todo o dia em vários bairros da cidade, e não apenas nas vias consideradas corredores de tráfego. Segundo estimativas da Settra, houve aumento de 70% no número de carros na cidade desde o início da greve.
Por volta das 7h, o trânsito na Rua José Lourenço Kelmer, no acesso à UFJF pela Cidade Alta, já estava engarrafado. A saída do Campus pelo pórtico Sul apresentava lentidão. Por volta das 8h, a Avenida Rio Branco entre a Independência e o Altos Passos também permanecia com tráfego lento, e a PM monitorava o trânsito na pista do meio.
Segundo o motoboy Aurélio Inoscêncio da Costa, os piores momentos do tráfego são por volta das 8h e 17h. Ele lista as avenida dos Andradas, Rio Branco, Getúlio Vargas, Itamar Franco e Brasil, além das Rua Benjamim Constant e São Mateus, como pontos mais engarrafados na cidade.
O jornalista Luismar Mendes verificou uma melhora no trânsito só por volta das 9h30. Antes disso, ele fala que a Avenida Brasil, em ambos os lados, também permanecia engarrafada. Já o estudante Thiago Souza Ferreira disse que trafega constantemente pela Avenida Itamar Franco e que o trânsito por lá esteve "horrível em todos os horários".
As opiniões são reiteradas pelo ajudante de equipamento eletrônico Carlos Vilela. Ele conta que ontem demorou duas horas entre o Morro da Glória, Centro, e o Bairro São Pedro, na Cidade Alta. "O trânsito da cidade já estava ruim, com a greve piorou 90%".



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