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03 de Maio de 2014 - 06:00

Por Gracielle Nocelli

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A MRS Logística irá investir R$ 996 milhões este ano, valor 9,5% superior ao de 2013, fixado em R$ 909 milhões. Segundo a empresa, a maior parte do recurso será destinada para manutenção da via permanente e aquisição de material rodante. Por enquanto, não há previsão de projetos específicos para Juiz de Fora e região, onde atuam cerca de 1.200 colaboradores do total de 6.500 da companhia. A expectativa é que, com a compra de maquinários, o número de funcionários possa ser ampliado ainda este ano.

Na análise do gerente geral de finanças da MRS, Paulo Mellani, 2014 deve ser um ano promissor com a conquista de novos recordes para a empresa que, em 2013, obteve o maior registro de volume transportado ao atingir 156,1 milhões de toneladas e alcançou a receita líquida de R$ 3,4 bilhões. "Os bons resultados foram frutos dos investimentos realizados. Nossa proposta é continuar investindo em melhorias para aumentar a segurança e a eficiência operacional e, assim, conquistarmos novos recordes." Para ele, a projeção é que seja desenhado cenário favorável ao crescimento. "O primeiro trimestre é sempre um período chuvoso, o que prejudica nosso desempenho. Este ano foi diferente, o que para nós é um indicador muito positivo."

Outro resultado alcançado no ano passado e que pretende ser intensificado este ano, segundo Mellani, é a redução do número de acidentes. De 2012 para 2013, a queda no número de ocorrências ferroviárias foi de 24%. Para atingir os objetivos, o gerente afirma que a empresa aposta na continuidade do trabalho realizado pelo Centro de Controle Operacional (CCO), instalado na sede juiz-forana da empresa em setembro de 2012. "Nesse período de atuação, o serviço contribuiu para o ganho de eficiência energética, a partir da redução de custos com combustível num período em que o diesel aumentou muito, e também para o aumento da segurança em nossas operações."

Avaliação

Apesar do registro histórico de volume transportado alcançado em 2013, o crescimento foi de apenas 0,4% na comparação com o ano anterior. Na avaliação de Mellani, o desempenho é motivo de comemoração, uma vez que mostra a inversão da realidade vivida no primeiro semestre do ano passado. "Tivemos perdas significativas nos três primeiros meses por conta de chuvas e problemas operacionais. A situação começou a mudar apenas no segundo semestre, quando conseguimos recuperamos a perda." O minério de ferro representa 75% do produto transportado pela empresa, seguido de artigos siderúrgicos, agrícolas e outras cargas.

Custos

Com relação à receita líquida de R$ 3,4 bilhões, o incremento foi de R$ 48,3 milhões em relação a 2012. Mellani destaca que "os ganhos operacionais foram suficientes para compensar os aumentos de preço do óleo diesel e permitiram promover aumento salarial dos funcionários." Segundo ele, o principal componente de gastos da empresa é o combustível (30%) seguido da mão de obra (25%).

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