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15 de Dezembro de 2013 - 07:00

Expectativa dos lojistas é grande também fora das ruas do Centro. Alta nas vendas pode chegar a 10%

Por GRACIELLE NOCELLI Repórter

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Gisele Ferreira faz suas compras em Santa Luzia
Gisele Ferreira faz suas compras em Santa Luzia
Maria Aparecida Pereira adiantou alguns itens de sua lista em Benfica
Maria Aparecida Pereira adiantou alguns itens de sua lista em Benfica

Lojas enfeitadas, vitrines decoradas e avisos de ofertas despertam o interesse dos consumidores para as compras de Natal. Faltando pouco mais de uma semana para a data, considerada a melhor para o comércio, o movimento nas ruas é intensificado. O cenário, típico das vias do Centro nesta época do ano, se repete nos bairros. Manoel Honório, Benfica, São Pedro e Santa Luzia são exemplos de regiões comerciais que sentem o aumento das vendas. Para atingir a expectativa de crescimento de até 10% ante 2012, os lojistas dos bairros apostam na relação mais próxima com os clientes como principal atrativo.

Há 14 anos trabalhando no Manoel Honório, a proprietária da loja de calçados Ipanema Esportes, Edilamar de Castro, diz que o contato direto com os moradores do bairro permite condições diferenciadas de atendimento e pagamento. "Há clientes que experimentam o produto em casa e depois voltam para pagar ou trocar." A loja de Dila, como é chamada pelos consumidores, reserva ainda outra curiosidade: o pagamento crediário por meio de notas promissórias. "É algo que hoje não é tão fácil de se encontrar, mas entre conhecidos não temos problemas."

Segundo a professora Ediléia Lima, 36 anos, o atendimento é um dos aspectos que a fazem optar pelo comércio do bairro para realizar as compras de Natal. "Os vendedores conseguem ser mais atenciosos, pois já conhecem as nossas preferências e não há aquele tumulto do Centro. Além disso, tenho a facilidade de encontrar tudo perto de casa. O comércio do Manoel Honório é muito diversificado." O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) do bairro, Carlos Alberto Makla, confirma. "Temos lojas de todos os segmentos e atendemos toda a cidade. Há pessoas que vêm de outros lugares comprar com a gente."

O mesmo acontece em Benfica. O comércio cresceu e hoje conta com, aproximadamente, 300 lojas que atraem consumidores de toda a Zona Norte, conforme informações da ACE do bairro. Já consolidado na região, o setor continua em franca expansão sem perder o relacionamento característico entre vendedores e consumidores. "Os comerciantes têm a preocupação de modernizar os negócios, mas manter o contato direto com os clientes", destaca o presidente da entidade, Euzébio Martins. Segundo ele, para este Natal, a expectativa é que haja aumento de até 10% das vendas.

No Armarinho Soares, inaugurado há 18 anos no bairro, o proprietário Darci Gilberto Soares afirma que a movimentação começou no início de dezembro. "Mas assim como no Centro, os nossos clientes também têm o costume de deixar as compras para última hora. Nos dias que antecedem o Natal, a procura é sempre maior." Aproveitando uma visita ao bairro, a aposentada Maria Aparecida Pereira, 61 anos, decidiu pesquisar preços e acabou adiantando a compra de alguns itens. "Sou moradora do Francisco Bernardino, mas sempre venho aqui para conferir as novidades", diz. "Vou esperar o 13º salário para comprar todos os presentes, mas já encontrei alguns produtos que vou levar hoje."

Em meio ao tradicional comércio de Santa Luzia, o empresário Victor Casagrande decidiu abrir a loja Cravo e Rosa há pouco mais de um ano. Também dono de um estabelecimento no Centro, ele destaca que o relacionamento com o consumidor é a principal diferença entre os dois empreendimentos. "A oferta de produtos é a mesma, mas aqui nós conhecemos quem frequenta a loja. Isso é uma oportunidade a mais de fidelização da clientela." Este é o caso da pasteleira Gisele Ferreira, 33 anos. "Sempre compro aqui, e no Natal não será diferente."

Na avaliação do presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, o contato direto com o dono do estabelecimento é que faz com que muitos consumidores deem preferência ao comércio dos bairros. "Não é preço e nem oferta de produtos, o principal atrativo é a garantia de que o proprietário está ali. Qualquer problema, o cliente pode recorrer a ele. Há uma cumplicidade nesta relação que já foi encontrada no comércio do Centro, mas só os bairros conseguiram manter."

 

 

 

'São Pedro é uma grande promessa'

Para Beloti, a cidade passa por um processo semelhante ao ocorrido em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. "Está havendo uma pulverização comercial. Esta oferta é boa para os negócios, que se tornam mais competitivos e, sobretudo, para o consumidor que conta com mais opções." Além de Manoel Honório e Benfica, ele destaca a atuação do comércio de São Pedro. "A região está crescendo muito e o setor está se fortalecendo. São Pedro é uma grande promessa para Juiz de Fora", analisa.

Na principal via comercial do bairro, a Avenida Presidente Costa e Silva, a movimentação para o Natal tem sido grande. "É o melhor período para as vendas", diz a proprietária da loja Pipa Kids, Michele Ferreira Campos. Por isso, ela conta que vale investir em estratégias para atrair os consumidores. "Este ano faremos o sorteio de uma cesta de produtos natalinos para os clientes. É uma forma a mais de estreitar o nosso relacionamento que já é bem próximo."Esta proximidade deu tranquilidade à dona de casa Priscila Danielle, 26 anos, quando teve que trocar o presente de Natal recebido de uma amiga para a filha de 4 anos. "Como conheço a Michele e o Marcelo, donos da loja, não enfrentei nenhuma dificuldade para fazer isso".

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