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15 de Maio de 2014 - 06:00

Fabricação de resina através de reciclagem começou há cerca de um mês

Por Tribuna

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Produção inicial da unidade é de 300 toneladas por mês
Produção inicial da unidade é de 300 toneladas por mês

Fruto de R$ 25 milhões em investimentos, a unidade industrial de reciclagem de garrafas PET do Grupo AG começou a produzir resina há pouco mais de um mês em Juiz de Fora. Com fabricação inicial estimada em 300 toneladas/mês, a intenção é quase triplicar a produção até julho, alcançando a marca de 800 toneladas/mês. Hoje a fábrica opera em um turno. Em junho pretende-se aumentar para dois, chegando a três no mês seguinte. A meta é que o projeto absorva, ao todo, 220 trabalhadores.

As informações foram concedidas à Tribuna pelo diretor do Grupo AG, Anderson Cardoso Guimarães. Ele destaca o alto nível de descontaminação do material, obtido a partir do uso de tecnologia alemã. Com o sistema conhecido como Bottle-to-Bottle, o lixo plástico é transformado em matéria-prima para a produção de novos itens, como embalagens para alimentos e produtos médico-hospitalares.

Para alcançar a marca de 800 toneladas de resina/mês, explica, são necessárias 1.200 toneladas de sucata. Hoje a empresa adquire 550 toneladas, oriundas não só da região como também de outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. "Para um turno, estamos conseguindo (sucata) com facilidade." Já a resina é comercializada para grandes clientes cariocas, paulistas e sulistas, cujos nomes foram mantidos sob sigilo.

O projeto da fábrica data de 2011. Em agosto daquele ano, o então governador Antônio Anastasia (PSDB) assinou protocolo de intenção com a AG Companhia de Revalorização Plástica (CRP). Na época, o investimento previsto era de R$ 16,9 milhões, com perspectiva de abertura de 240 postos de trabalho. O faturamento mensal estimado variava entre R$ 2 milhões e R$ 2,7 milhões.

Há duas semanas, a Câmara Municipal aprovou mensagem do Executivo com a doação de dois terrenos, com área total aproximada de cinco mil metros quadrados à AG CRP. Anderson comenta que o terreno refere-se a faixa de área verde prevista no projeto e cuja cessão era esperada há alguns anos para a obtenção do habite-se. O documento é necessário para a liberação das demais parcelas do financiamento obtido para viabilizar o projeto. O diretor reforça que o terreno de 110 mil metros quadrados localizado no Distrito Industrial, que comporta o empreendimento, no entanto, foi adquirido por ele.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda da PJF, André Zuchi, reconhece que houve morosidade na doação. Ele explica que a referida área é complementar ao terreno do empresário. "É uma pequena área que faria com que os dois lotes adquiridos por ele separadamente se tornassem contíguos." Zuchi comenta que a AG CRP assinou protocolo de intenções em 2011 e conta com incentivos fiscais concedidos inclusive pelo município por ocupar área de especial interesse econômico.

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