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12 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por Tribuna

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Brasília (ABr) - A melhoria na segurança dos carros brasileiros deve ficar para depois. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem que, na semana que vem, deverá se reunir com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para discutir a postergação da medida, prevista para entrar em vigor em 2014.

O ministro esteve reunido com o setor, segunda-feira, em São Paulo. "Estamos discutindo as questões de segurança que seriam acrescentadas a partir de 2014, e estamos preocupados com o impacto sobre o preço do carro, pois elevaria o preço de R$ 1 mil a R$ 1.500", disse.

Mantega também disse que o assunto ainda está em estudo, mas é possível que o Governo adie a entrada em vigor das exigências. "Hoje, 60% dos veículos já têm os equipamentos e passaria para 100%. Então, nós vamos diferir em um a dois anos. Fecharemos (a decisão) na semana que vem", disse.

A mudança, imposta pelas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) 311/2009 e 380/2011 prevê, respectivamente, a instalação de airbag duplo (motorista e passageiro da frente) e freios ABS em 100% dos automóveis fabricados no país. O Contran, presidido pelo ministro da Justiça, é o órgão máximo normativo, consultivo e coordenador da política nacional de trânsito. A Resolução 380 revogou a 312, que tratava anteriormente da obrigação para freios ABS.

Exportação

Também ontem, Mantega disse que, tendo em vista o ambiente positivo empresarial, o Governo manterá em 2014 o crédito destinado a estimular a produção, aquisição e exportação de bens de capital e a inovação tecnológica, denominado Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI). "Mas com alguns ajustes de taxas", acrescentou.

Segundo o ministro Mantega, há melhoria do ambiente de negócios do país: a situação patrimonial e de balanço das empresas está melhorando. "Dessa maneira, arrecadação está crescendo. A de novembro foi recorde, de R$ 110 bilhões. Assim como foi em outubro, quando foi R$ 100 bilhões", disse.

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