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20 de Outubro de 2012 - 07:00

Estabelecimentos da cidade precisam trocar equipamentos; BNDES oferece crédito com juros mais baixos

Por Kelly Scoralick

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Novos maquinários, como cilindro e modeladora, serão cobrados a partir de 2013
Novos maquinários, como cilindro e modeladora, serão cobrados a partir de 2013

As 330 padarias de Juiz de Fora já começaram a se equipar para atender à normativa regulamentadora número 12 (NR12) do Ministério do Trabalho. Algumas das regras começam a ser cobradas no fim deste ano, e a maioria dos itens serão fiscalizados a partir de 2013. Com objetivo de diminuir os riscos de acidentes de trabalho, o Governo está exigindo maquinários mais modernos como cilindro, modeladora, amassadeira, batedeira e fatiadeira

As mudanças incluem também supermercados e estabelecimentos que possuem o setor de panificação. "Os novos equipamentos são mais seguros. Apesar de o nosso índice de acidentes ser baixo, o trabalhador ficará muito mais protegido. Além disso, as máquinas gastam menos energia e são mais modernas", afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria (Sindipan) de Juiz de Fora, Heveraldo Lima de Castro.

"A principal dificuldade tem sido em relação ao valor dos produtos. Alguns fornecedores elevaram os preços entre 15% e 20%", aponta. No seu estabelecimento - Padaria Manchester - foram substituídos três equipamentos: amassadeira, cilindro e modeladora. Segundo ele, os empresários do setor têm participado de feiras nacionais para conhecer as opções do mercado. Em um desses eventos, Heveraldo adquiriu outras duas peças para a padaria.

O proprietário da Padaria Fran-Luy, Nelmo Fortes, conta que ainda não comprou novos equipamentos, mas deve fechar nos próximos dias a aquisição do primeiro maquinário. "Apesar dos meus equipamentos terem o sistema de segurança, precisarei substituí-los. Com o passar do tempo, vão ficando obsoletos. Mas minha produtividade também vai aumentar", afirma. O empresário considera que, apesar da alta dos preços, o setor deve investir nas mudanças. "Essas exigências são justas e chegam com anos de atraso. Comprando mais cedo, o empresariado vai pagar mais barato agora do que se deixar para o final do prazo. Pode ser que não se existam mais as facilidades que estamos tendo. O momento é esse", aposta.

 

Financiamento

Para viabilizar a modernização, foram disponibilizadas linhas de crédito com juros mais baixos. O Programa de Sustentação do Investimento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, promoveu uma redução da taxa de juros do financiamento Finame de 5,5% para 2,5% ao ano e pagamento em até 60 meses. A medida vale para compra de equipamentos e máquinas novos de fabricação nacional adquiridos até 31 de dezembro.

A negociação com o BNDES está sendo intermediada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em parceria com a Associação Mineira de Indústria de Panificação (Amipão) e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). O empresário interessado em conhecer a linha de crédito do Finame pode entrar em contato com a Fiemg pelo telefone 3249-1018.

 

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