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11 de Dezembro de 2013 - 20:59

Convidados pela CPI da Telefonia, representantes do setor argumentam que usuários nem sempre entendem "conta complexa"

Por Tribuna

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Representantes das operadoras foram à ALMG, a convite da CPI da Telefonia
Representantes das operadoras foram à ALMG, a convite da CPI da Telefonia

Para empresas de telefonia celular, muitas das reclamações sobre seus serviços, como as de cobranças indevidas, devem-se ao pouco entendimento dos clientes em relação aos planos contratados. Este foi o argumento apresentado por representantes das operadoras em atuação no estado que compareceram nesta quarta-feira (11) à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a convite da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia.

Conforme informações da ALMG, os parlamentares questionaram os convidados sobre problemas constatados durante os trabalhos da CPI. O deputado João Leite (PSDB) destacou a falha de cobertura, inclusive nas rodovias. Ele também citou a demora no atendimento presencial, principalmente para idosos, e o tempo que os clientes perdem quando tentam ser atendidos pelos call centers. "Recebemos aqui um ex-funcionário de call center que afirmou que são ensinados truques para fazer o cliente desistir", disse. O deputado Zé Maia (PSDB), por sua vez, lembrou que uma das principais queixas é a dificuldade para cancelar serviços. Ele espera que o problema acabe com a resolução da Anatel, que entrará em vigor no próximo ano, que determina que esse serviço seja feito de forma unilateral pelo usuário, por exemplo, pelo site das empresas.

De acordo com o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Eduardo Levy Cardoso Moreira, o índice de reclamações relacionados a telefonia no Brasil não é alarmante quando comparado com outros países, como China e Inglaterra. "Problemas de cobertura, quedas de chamadas e reclamações em relação ao serviço existem em todos os países do mundo. O Brasil não se destaca negativamente no contexto mundial", disse. "Temos por hábito o cumprimento de todas as obrigações, a questão é que essas obrigações são menores do que as demandas da sociedade, mas isso não é responsabilidade nossa."

 

Operadoras

O diretor de relações governamentais da Oi, José Luiz Gattás Hallak, afirmou que a conta do celular é complexa, por isso, muitas vezes, os usuários não entendem e reclamam de cobrança indevida. "Nosso desafio é tornar a conta mais fácil, mais amigável", disse. O diretor de relações institucionais da TIM, André Gustavo Rodrigues, concordou com o colega. Ele disse que as cobranças indevidas podem eventualmente acontecer, mas que é preciso contabilizar melhor as reclamações. "Muitas vezes o usuário não entende o plano e reclama, mas depois as informações são esclarecidas e não há erro. Apesar disso, a conversa é contabilizada como reclamação, mas não passa de uma demanda", disse.

O diretor de relações institucionais da Vivo, Enylson Camolesi, destacou a ampliação da cobertura, inclusive para áreas rurais, em função do edital de licitação para a implantação da tecnologia 4G. O representante da Claro, Erik Fernandes, lembrou que a operadora iniciou as operações no estado em 2006. "Apesar disso, consideramos a área estratégica e por isso temos feito vultosos investimentos em infraestrutura no Estado. No último ano duplicamos o número de lojas para atendimento pessoal."

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