Os pais que desejarem economizar com a lista de material escolar têm na pesquisa divulgada ontem pela Agência de Defesa e Proteção do Consumidor (Procon/JF) uma boa ferramenta. O levantamento mostra que, se comprada nos estabelecimentos com menor preço, a cesta com 38 produtos custa R$ 62,29. Já quem optar pelos de maior preço vai desembolsar R$ 237,57, quase quatro vezes mais. A diferença é de R$ 175,28.
A pesquisa foi feita em seis lojas da cidade, enquanto que, no ano passado, englobou nove estabelecimentos. Segundo o superintendente do Procon, Nilson Ferreira Neto, algumas lojas têm se mostrado resistentes em fornecer as informações, dificultando a comparação dos preços por parte dos consumidores. Neto revela que algumas papelarias foram visitadas e disseram que não tinham interesse em participar ou não enviaram a lista com os valores solicitados. "A resistência das empresas reflete o interesse dos fornecedores em evitar este tipo de comparação. Contudo, um dos direitos básicos do consumidor é o da informação, e este é o bem jurídico que tem que ser protegido", destaca.
Para ele, é de fundamental importância que o consumidor realize a comparação de preços entre as papelarias do seu bairro e as do Centro, assim conseguirá obter mais produtos e ter menos gastos. A pesquisa aponta que o produto com maior variação é o grafite 0,5mm, com preços entre R$ 0,19 e R$ 6,99, ou seja, 36 vezes mais. O levantamento aponta ainda que, dos 38 produtos, 31 deles apresentam variação acima de 100%. A lista completa está disponível no site da Prefeitura (www.pjf.mg.gov.br).
Horário estendido
Teve início nessa segunda-feira (14) o horário estendido de papelarias e livrarias para atender a demanda de volta às aulas. O esquema especial vai até o dia 18 de fevereiro, de segunda a sexta das 8h30 às 20h e aos sábado das 8h30 às 16h. O gerente de almoxarifado Guilherme Castro foi um dos que foram às compras ontem. "Vinha pesquisando há dez dias e hoje (ontem), vim direto do trabalho e consegui fechar o que faltava", diz. Para os comerciantes, mais tempo com as portas abertas é certeza de mais lucro. "Nossa expectativa é de melhorar o faturamento em 15% a 20% com relação ao mesmo período do ano passado", aponta Daniel Braga, proprietário da papelaria MEC.



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