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28 de Junho de 2014 - 06:00

Restaurantes também preveem números menores este mês, em função do Mundial

Por Tribuna

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Dono da Vó Sinhá diz que junho será mês mais fraco
Dono da Vó Sinhá diz que junho será mês mais fraco

Entre 20% e 25% do faturamento do varejo juiz-forano em junho será prejudicado em função da Copa do Mundo. Esta é a avaliação do Sindicato do Comércio (Sindicomércio) na véspera de mais um jogo da Seleção Brasileira, que vai restringir o horário de atendimento da maior parte dos estabelecimentos da cidade. A avaliação da entidade é que apenas 10% do varejo local comercializam produtos associados e podem ser beneficiados pelo evento, que segue até 13 de julho.

"Cerca de 90% do comércio do varejo não tem nada a ver com a Copa e tem sofrido muito, não só pelos horários, mas porque os negócios não estão bons desde setembro do ano passado", comenta o presidente do Sindicomércio, Emerson Beloti. Na sua avaliação, um agravante é que a expectativa de atração de turistas para a cidade não se concretizou. Beloti destaca o processo de endividamento crescente, que freia o consumo e impacta as vendas na cidade, a exemplo do que acontece no restante do país. O quadro de retração, segundo ele, foi agravado com o Mundial. "As pessoas param até para ver jogos que não são do Brasil. É uma situação que preocupa." Conforme o Sindicomércio, em dias de jogo, cada estabelecimento tem liberdade para definir o melhor horário de funcionamento. Hoje a maioria das lojas deve abrir 8h e fechar às 11h, avalia ele.

Para o proprietário da Vó Sinhá, Gustavo Mendes Gerheim, junho será o mês mais fraco do ano. No estabelecimento dele, cuja maior procura está concentrada no almoço, será necessário fechar as portas neste sábado (28) às 12h30 - horário que seria de pico -, em função da partida.

Apesar de retomar o funcionamento após o jogo, por volta das 15h30, Gustavo acredita que o movimento será afetado. "Estou contando os dias para acabar a Copa", brinca. Apesar de o sábado ser tradicionalmente um dia de intenso movimento, em função do Mundial, o Kidelícia não funciona neste sábado. O gerente Flávio de Almeida Cândido comenta que, nos demais jogos do Brasil, o horário foi reduzido em uma hora, o que deve impactar no balanço mensal. Em dias de partida da Seleção, o gerente identifica redução no movimento nas ruas, inclusive de moradores de cidades vizinhas, que evitam pegar a estrada, para ficarem de olho na TV.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcos Tadeu Casarim, pondera que o comércio dedicado ao lazer está em alta, como o que oferece entretenimento aos torcedores. Em contrapartida, avalia, alguns setores amargam queda na procura. Na sua opinião, porém, a redução no horário de funcionamento não impacta as vendas, já que a alteração tem sido anunciada com antecedência, permitindo que os clientes antecipem as compras, caso queiram. Para Casarim, após o campeonato, a tendência é que a normalidade seja retomada no setor.

Contramão

Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Zona da Mata, Marcos Miranda, bares, especialmente da região do Alto dos Passos, estão se beneficiando do torneio. "A maioria se prepara para receber os torcedores e aumenta o faturamento." O diretor destaca, principalmente, a presença do "cliente fiel", que comparece ao seu estabelecimento preferido para assistir os jogos com os amigos. A estimativa da regional é que, considerando o mês de junho e até 13 de julho, será possível incrementar em até 20% o faturamento de bares e restaurantes da cidade.

Produtos juninos com baixa procura

A Copa do Mundo influencia também nas vendas de produtos típicos das festas juninas no mês de junho, segundo representes do comércio de Juiz de Fora. Na maioria das vezes, o movimento é considerado pequeno. O gerente de marketing da rede de supermercados Bahamas, Nelson Júnior, acredita que o maior volume de vendas deve acontecer após o término do Mundial. "Em comparação com o ano passado houve pouco aumento. As escolas anteciparam as férias, e atualmente todos só querem saber do campeonato. Este ano as festas juninas se tornarão 'julinas' e 'agostinas'", complementou. Essa situação também foi confirmada pelo gerente comercial do Mart Minas, Filipe Martins. "A Copa tirou um pouco o foco dos produtos juninos. Vamos crescer comparado com o ano passado, mas será abaixo da nossa expectativa".

O Supervisor de vendas da rede de supermercados Super Mais, Marco Aurélio, apontou que o fechamento do comércio durante os jogos da Seleção Brasileira também contribuiu para esse registro. "As pessoas estão procurando produtos de confraternização da Copa do Mundo como cervejas, refrigerantes e carnes. Produtos como canjica branca, canjiquinha e amendoim serão mais procurados em julho".

Na quinta-feira, a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) da Prefeitura divulgou a última pesquisa do ano sobre os preços dos produtos juninos encontrados na cidade. A variação entre o valor cobrado em um mercado e outro pode chegar, dependendo do item, a 250%.

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