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13 de Dezembro de 2013 - 07:00

Comparação entre preços médios praticados esta semana e há um ano mostra alta em 77% dos itens

Por Tribuna

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Castanha do Pará custa até 205% mais que no Natal de 2012
Castanha do Pará custa até 205% mais que no Natal de 2012

Antes de levar para casa os produtos típicos da ceia natalina, o juiz-forano deve pesquisar preços e fazer contas. Há itens cujo custo triplicou de um ano para o outro. Este foi o caso do quilo da castanha do Pará, com casca. Este ano, o valor médio encontrado nas gôndolas é R$ 43,32, 205,7% a mais ante o verificado no mesmo período do ano passado: R$ 14,17. A Tribuna comparou os valores médios de 83 itens mais consumidos nessa época do ano, tendo por base as pesquisas Disque Natal realizadas nos dias 11 de dezembro de 2012 e de 2013.

Na lista das maiores altas estão ainda azeitona a granel (173%), manga hadden (72,4%), pêssego (68,86%), ameixa preta seca (64,89%), pepino em conserva - pickles (64,14%), uva rubi (63,23%), uva Itália (54,9%) e nozes sem casca (54,3%). Entre as carnes, o camarão médio subiu 49%, e o bacalhau Saith, 47%. No caso das bebidas, o uísque Dimple teve aumento de 31,4% de um ano para o outro.

Apesar de a maioria dos produtos (77%) ter apresentado alta de um ano para o outro, o equivalente a 64 itens, houve quedas. A mais expressiva foi encontrada no preço do espumante Georges Aubert (- 37%). Na lista dos itens que ficaram mais baratos estão aspargo em conserva (-24,8%), peito de peru sem osso (-14,4%) e o quilo do figo (-13,89%).

 

Importados

Para o coordenador de Pesquisas da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA), Júlio Alvarenga, a escalada da castanha do Pará pode ser atribuída a elevação do custo dos frutos importados, como as nozes, aumentando a demanda pelo alimento nacional. O reajuste verificado em frutas, como manga, pêssego e uva, deve-se ao impacto da chuva na produção desse ano, prejudicando a coleta e a oferta dos itens. Conforme Alvarenga, a valorização da moeda norte-americana é percebida na majoração dos produtos importados, como bacalhau Saith e algumas bebidas.

Apesar da diferença de preços já percebida neste final de ano, a expectativa da SAA é a de que, nas próximas duas pesquisas a serem divulgadas até o Natal, exista uma acomodação de preços, seguindo o comportamento do mercado. A dica do especialista é que os consumidores substituam os produtos mais caros por outros mais acessíveis, garantindo a ceia natalina, sem comprometer o orçamento doméstico.

A pesquisa Disque Natal divulgada nesta quinta pela SAA está publicada nesta sexta-feira, nos Classificados da Tribuna.

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