Publicidade

05 de Maio de 2014 - 22:01

Meta da companhia é conquistar 30 mil clientes em bairros na Zona Sul e área central de JF em três anos

Por Fabíola Costa

Compartilhar
 
Diretor-presidente da Gasmig, José Carlos de Mattos
Diretor-presidente da Gasmig, José Carlos de Mattos

A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) anunciou investimento aproximado de R$ 100 milhões em Juiz de Fora, a ser aplicado em três anos, visando a iniciar a oferta de gás natural para uso residencial e expandir o consumo no setor comercial. A meta inicial é conquistar 30 mil novos clientes em 14 bairros da cidade, todos próximos da região central. Juiz de Fora é o segundo município mineiro com "foco na atenção comercial" para a distribuição no varejo. O primeiro foi Belo Horizonte.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (5) pelo prefeito Bruno Siqueira (PMDB), acompanhado pelo presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, e pelo diretor-presidente da Gasmig, José Carlos de Mattos. Durante a solenidade, foi assinada a ordem de serviço para realização de levantamento de diagnóstico e viabilidade do mercado, que norteará o projeto executivo a ser implementado na cidade. Esta etapa é considerada prioritária pela companhia.

A partir do indicativo técnico, as licitações estão previstas para 2015, com a meta de atingir 30 mil novos clientes até 2017. A Gasmig considera, ainda, uma segunda etapa da iniciativa a ser executada até 2019, cujos detalhes não foram divulgados. "Era uma solicitação antiga, agora atendida", comemorou o prefeito. "Estávamos em débito com a cidade", reconheceu o presidente da Cemig. Djalma definiu o projeto como "forte e decisivo", destacou o montante investido e os ganhos não só para a companhia como também para o município.

Na área de abrangência desta primeira fase estão 2.800 edificações residenciais e 655 estabelecimentos comerciais localizados nos bairros Alto dos Passos/Passos, São Mateus, Boa Vista, Bom Pastor, Cascatinha, Centro, Dom Bosco, Granbery, Jardim Paineiras, Santa Helena, Mundo Novo, Santa Cecília, Estrela Sul e Teixeiras. Os dados são do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Benefícios

Conforme o presidente da Gasmig, entre os benefícios do gás natural para atividades como cocção, aquecimento e secagem estariam: economia de 30% ante os custos do gás liquefeito de petróleo (GLP), maior praticidade e segurança na utilização, além de o pagamento ser feito posteriormente ao consumo, como acontece com as contas de água e luz. Mattos também destacou que o gás natural dispensa estocagem e permite o abastecimento contínuo.

Segundo a companhia, hoje há 25 clientes de grande porte atendidos na cidade, onze postos de gás natural veicular (GNV) em operação e 40 quilômetros de rede em uso. A distribuição chega a 105.200 metros cúbicos (m³) por dia, sendo 92% ou 96.700 m³/dia para uso industrial e 8% ou 8.500 m³/dia para GNV. "Vamos sair da nossa zona de conforto, que é o atacado formado por grandes clientes. O dever da distribuidora de gás é atuar também no varejo." Na mira da Gasmig estão, além das residências, lanchonetes, comércio em geral e shopping.

 

Retração

Paralelamente à iniciativa no varejo, a Gasmig enfrenta um desafio no atacado juiz-forano: reverter a retração do consumo na cidade. Conforme a Tribuna noticiou em agosto do ano passado, o uso do gás natural caiu 60,6% no período de dez anos, segundo dados da própria companhia. Enquanto o setor automotivo diminuiu em 64,5% a utilização do produto, passando da média diária de 31.269 m³ para 11.083 m³, a indústria reduziu em 60,1%, declinando de 210.543 m³/dia para 83.900 m³/dia entre 2004 e 2013. Em uma escala menor, o comércio também diminuiu a utilização, com queda de 47%, indo de 1.999 m³/dia para 1.060 m³/dia no mesmo período avaliado. A Tribuna solicitou nesta segunda à assessoria da Gasmig números atualizados de 2004 a 2014, mas não obteve retorno até a noite.

Mattos atribuiu a redução do consumo juiz-forano à crise econômica verificada entre os anos de 2008 e 2009, que teria afetado a produtividade das indústrias locais, comprometendo, por consequência, o consumo do gás natural. Com o foco no varejo, explica, a estratégia é garantir sustentabilidade ao produto, minimizando os impactos provocados por crises econômicas e variação de consumo dos grandes clientes.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você concorda com a proibição de trote nas ruas de JF, como prevê projeto aprovado na Câmara?