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26 de Junho de 2014 - 06:00

Após aplicativos ganharem mercado, tecnologia chega ao serviço tradicional, via telefone

Por Tribuna

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160 carros da frota de JF aderiram à mudança
160 carros da frota de JF aderiram à mudança

Apesar de aplicativos para acionar táxi via celular já estarem em uso e ganhando mercado em Juiz de Fora, pela primeira vez a frota de uma empresa de radiotáxi é totalmente convertida para o sistema eletrônico de rastreamento remoto via satélite - GPS (Global Positioning System) na cidade. Hoje completa uma semana que a Tele Táxi realizou a mudança, que atinge 160 táxis. A Ligue Táxi não pretende mudar o modelo por enquanto, e a direção da Albatroz não foi localizada ontem para falar sobre o assunto.

Para o proprietário da Tele Táxi, Marcelo Barezzi, um dos ganhos já percebidos, mesmo com o pouco tempo de uso, foi a redução da espera para se conseguir carro após a chamada do cliente. Segundo ele, antes o prazo variava de cinco a dez minutos. Agora, com o deslocamento via GPS, não passa de dois minutos. Marcelo explica que o cliente pode ligar para a central, da mesma forma que fazia antes da mudança, ou acionar a corrida por aplicativo próprio da empresa, disponível para smartphones. Em ambos os casos, o sistema localiza o taxista mais próximo do local de partida via GPS e o aciona, por meio de mensagem de texto no celular. O motorista tem prazo de dez segundos para aceitar a corrida. Se a recusar ou não responder, é procurado outro táxi próximo.

Conforme Marcelo, dos 220 táxi que integravam a frota no uso de rádio, 160 aceitaram a migração para o novo sistema. "Ganhamos em agilidade. A linha (telefônica) fica menos ocupada, porque aquela comunicação via rádio entre atendente e taxista para despachar a corrida não existe mais." Segundo o proprietário, da forma atual, é possível despachar mais de um carro simultaneamente, o que não era possível via rádio. "Posso atender, no mesmo momento, uma chamada em Benfica e outra no Cascatinha", exemplifica. A demanda da empresa, em períodos de pico, chega a 1.500 chamados por dia.

O proprietário da Ligue Táxi, Roger Lima Avelar, comenta que chegou a adquirir uma franquia do sistema de rastreamento há mais de três anos, mas não a implementou "por falta de cobertura de sinal dentro da cidade". Por este motivo, a conversão de rádio para GPS ainda não é considerada por ele viável no município. "Vamos ficar no modelo convencional por um bom tempo." Roger defende a possibilidade de informar a "posição real" do táxi ao cliente por telefone. Na sua opinião, a segurança do motorista também é maior no contato direto com a central.

 

Aval

A Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra), por meio de sua assessoria, informou que tem conhecimento da implantação do sistema GPS pela Tele Taxi e que avalia positivamente a iniciativa. Para a Settra, a comunicação entre os prestadores de serviço e entre o taxista e o usuário será beneficiada. "Toda ferramenta utilizada para somar e ampliar a comunicação com o usuário é bem-vista pela Settra. No caso destes aplicativos, a comunicação poderá ser mais eficiente e confiável. Além disso, traz mais segurança tanto para o profissional, quanto para o usuário."

Sobre a cobrança, que já existe em diversas capitais do país, por parte de empresas que utilizam o sistema de rádio para que exista a regulamentação do uso de aplicativos e do GPS, a Prefeitura afirma que está promovendo incentivo ao uso destes recursos, "por acreditar nos benefícios que estes equipamentos trazem ao serviço, quando aliados a outras ferramentas, como o rádio, por exemplo".

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