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11 de Junho de 2014 - 07:00

Sindicato dos Metalúrgicos e montadora voltam a se reunir nesta quarta em São Bernardo

Por Tribuna

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Montadora tem adotado medidas para conter a produção das plantas local e de São Bernardo do Campo
Montadora tem adotado medidas para conter a produção das plantas local e de São Bernardo do Campo

A Mercedes-Benz e o Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora decidem nesta quarta-feira (11) os rumos da fábrica da cidade. As negociações entre as alas patronal e laboral sobre a linha de produção da unidade estão ocorrendo desde maio, e a expectativa era de que um acordo definitivo fosse feito em reunião que seria realizada na última segunda-feira na cidade. O encontro foi adiado para esta terça, em São Bernardo do Campo, e ocorreu durante a tarde e o início da noite, sem, contudo, que um acordo fosse fechado.

De acordo com o presidente do sindicato, João César da Silva, a falta de conclusão em algumas questões fizeram com que as negociações se estendessem até esta quarta. "Ainda estamos decidindo uma medida a ser adotada, pelo menos até o final do ano, que seja interessante para a empresa e para a categoria." A expectativa, segundo ele, é que a licença remunerada vigente desde o último dia 2 de junho dure até julho e seja substituída por outra alternativa.

Com a crise vivida pelo setor automotivo no país, a montadora tem adotado medidas para conter a produção das plantas local e de São Bernardo do Campo desde o início do ano. Em Juiz de Fora já foram realizadas férias coletivas, "semana curta" de trabalho e, no momento, 108 trabalhadores estão em licença remunerada. Em maio, a Mercedes comunicou que, no período de junho a dezembro, ainda seria feita paralisação durante 52 dias, e a fábrica local diminuiria em 200 unidades a produção anual do modelo de caminhão Actros.

A principal preocupação dos trabalhadores juiz-foranos tem sido as demissões que, segundo dados da entidade, chegariam a 130 desde setembro de 2013. O corte corresponderia a quase 20% do quadro de colaboradores da empresa.No dia 16 de maio, os funcionários aprovaram em assembleia proposta para impedir novas demissões e tentar reaver o emprego dos profissionais demitidos. No documento, a entidade se dispõe a negociar o Plano de Demissão Voluntária (PDV) e o "lay-off", que consiste na suspensão dos contratos de trabalho por até cinco meses para que os trabalhadores façam programa de qualificação. No período, os funcionários têm direito ao salário e benefícios trabalhistas.

A proposta também exige a reintegração de 20 colaboradores demitidos em maio e informa a intenção da entidade de ajuizar ação civil pública para reaver os demais postos de trabalho encerrados desde setembro. Segundo João César, a preocupação do sindicato é que "a crise do setor automotivo caia na conta dos metalúrgicos."

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