Motoristas e cobradores de Juiz de Fora entram em greve a partir da próxima terça-feira, 5 de março. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (1) depois que o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro) e a Astransp se reuniram pela segunda vez com intermediação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e não chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial da categoria. A reunião ocorreu em clima tenso, com ânimos exaltados de ambas as partes, e sob protestos de mais de 160 profissionais que se manifestaram debaixo de chuva em frente à sede do órgão. De acordo com a 30ª Companhia da Polícia Militar, cerca de 40 policiais estiveram no local e arredores para garantir a segurança e a menor interferência possível no tráfego da Rua Santo Antônio.
Na segunda-feira, 4 de março, a entidade irá reunir os profissionais em assembleia para deflagrar o movimento de greve. "Faremos tudo dentro da lei. Nosso propósito não é prejudicar a população, por isso, já avisamos, desde a última quinta-feira, sobre as condições de trabalho e o andamento das negociações. Queremos apenas exigir nossos direitos", afirmou o presidente do Sinttro, Adilson Antônio Rezende.
A decisão da categoria foi recebida sem surpresa pela associação. "As negociações não foram encerradas, isto faz parte. É uma pena que a população e a própria categoria sejam atingidas pois, com a realização da greve, nosso posicionamento é de retirar as propostas já aceitas pela empresa nesta rodada de negociações", disse o presidente da Astransp, Fernando Goretti.
Na avaliação do chefe de relações do trabalho do MTE e responsável por intermediar a reunião, Sérgio Nagasawa, há muitas possibilidades da negociação salarial caminhar para dissídio. "Os dois lados estão muito firmes no posicionamento. Há grandes chances de ser necessário levar o caso para a Justiça." A categoria quer reajuste de 28% para salário de motoristas e de 49% para cobradores, o que corresponde a R$ 1.695 e R$ 1.017, respectivamente. Já a Astransp oferece o índice de correção inflacionária do INPC, que é de 6,8%.



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