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14 de Março de 2014 - 06:00

Espera e falta de cédulas no caixa eletrônico causam transtornos aos beneficiários de JF

Por Tribuna

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Espera para atendimento pode ser de mais de 1 hora
Espera para atendimento pode ser de mais de 1 hora

Receber o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Juiz de Fora tem sido um transtorno para muitos dos segurados. Nas datas de pagamento, extensas filas se formam na porta do banco Mercantil do Brasil, localizado na Rua Espírito Santo, no Centro, e a espera para atendimento pode ser de mais de uma hora. Diante da grande demanda, os segurados relatam que, por vezes, há falta de cédulas nos caixas eletrônicos, e o número de funcionários para auxiliar nas operações é insuficiente.

A Tribuna esteve no local, na última quarta-feira, 12 de março, e acompanhou a espera dos segurados para receber os benefícios. A fila foi formada nas primeiras horas da manhã. "Tem que vir cedo. Cheguei antes de abrirem o banco para evitar problemas", disse a aposentada Aparecida Soares, 66 anos. Por volta das 9h30, ela se aproximava da porta de entrada da agência. "É bem desgastante", desabafou. Também na espera para receber o benefício da aposentadoria, Margareth Cavalcante, 56 anos, se surpreendeu com o número de pessoas. "Todo mês é este problema, mas parece que hoje extrapolou. A minha manhã será aqui, pois não dá para assumir outro compromisso."

Com o pé enfaixado após um acidente de trabalho que o afastou do serviço, o mecânico José Mário, 56 anos, relatou que a espera para receber o auxílio-doença estava "penosa". "Não imaginava que teria que ficar tanto tempo em pé." Beneficiária do mesmo auxílio, Maria Aparecida Meireles, 58 anos, estava pela quarta vez na tentativa de resgatar o pagamento. "Desisti das outras vezes porque também tinha muita gente. Na segunda-feira, cheguei a passar mal lá dentro, pois estava muito abafado. Mas não posso demorar mais para receber."

No início da tarde, a fila para entrar na agência continuava extensa. De acordo com a segurada Priscila Montini, 34 anos, foram mais de duas horas de espera para o atendimento. "Toda vez que vou receber o benefício há essa dificuldade. E a demora não é o único problema, já ocorreu das notas do caixa eletrônico acabarem. Além disso, os funcionários são poucos para atender a todos. O atendimento é bom, mas é complicado para eles darem conta." Também insatisfeito com os transtornos para receber o auxílio-doença, o ajudante de obras Elson da Silva, 50 anos, disse ter vontade de transferir o recebimento do benefício para outro banco. "Estou afastado do trabalho porque tive um AVC, não estou em condições para este desgaste."

 

Leilão

A assessoria do INSS informou que os pagamentos dos benefícios na cidade são realizados de acordo com a dinâmica do banco Mercantil do Brasil, vencedor do leilão para prestação do serviço. Procurada pela Tribuna, a assessoria do banco informou que além da agência localizada na Rua Espírito Santo, os juiz-foranos podem receber os benefícios na sede localizada na Av. Barão do Rio Branco, nº 3.045, Centro. Em nota, o banco esclareceu que "o fluxo maior de pessoas foi pontual, gerado, principalmente, pelo feriado prolongado do Carnaval e que não houve nenhum registro de falta de numerário nas agências."

A assessoria do INSS orientou que os segurados que tiverem interesse em transferir o pagamento para outro banco devem comparecer à agência da Previdência onde o benefício é mantido portando o número do mesmo, carteira de identidade, CPF e dados bancários. A assessoria destacou que quem se sentir lesado por qualquer transtorno ocorrido para recebimento do benefício pode registrar reclamações pela ouvidoria no telefone 135.

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