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17 de Maio de 2014 - 07:00

Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rogério Nery de Siqueira Silva, fala à Tribuna sobre perfil de JF e planos de consolidar Minas como maior território de logística avançada do país

Por Fabíola Costa

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Rogério Nery de Siqueira Silva
Rogério Nery de Siqueira Silva

Antes da primeira visita oficial a Juiz de Fora, que deve acontecer em almoço empresarial a ser realizado no próximo dia 3, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rogério Nery de Siqueira Silva, falou à Tribuna sobre a importância econômica da cidade e os projetos relacionados ao município e região. O secretário destacou o estudo de identificação de aeroportos regionais com potencial de tráfego, aptos a receber novos voos, que deve contemplar o Aeroporto Francisco Álvares de Assis, sem operações comerciais há mais de um mês. Já o Itamar Franco deve ser objeto de projeto de Parceria Público Privada (PPP), confirmou o secretário. Na entrevista, Rogério também enumerou as principais metas para o mandato e o esforço de estreitar os laços entre Governo e empresariado mineiro.

 

Tribuna - Quais são as suas metas à frente da pasta? O que é possível fazer mesmo no curto período de mandato?

Rogério Nery - Quando aceitei o convite do governador Alberto Pinto Coelho (PP) para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede) sabia que tinha o grande desafio de dar continuidade a um Governo de muita qualidade e para o qual precisamos continuar buscando resultados de forma obsessiva. Sendo assim, nos primeiros dias de trabalho junto à equipe da Sede, elegemos alguns compromissos principais. Entre eles, está ampliar a competitividade de Minas Gerais, com uma série de iniciativas pela consolidação do Estado como o principal território do Brasil em logística avançada, por meio de portos fluviais, aeroportos, rodovias e ferrovias, criando vantagens competitivas para a atração de investimentos; manter a atratividade de investimentos para o estado que agreguem valor à nossa produção, diversifiquem a base econômica e gerem empregos de qualidade em todas as regiões, além de promover o comércio exterior, com inteligência competitiva. O Programa de Parcerias Público Privadas (PPPs) é um dos mais avançados do país e reconhecido com o melhor programa de PPPs do mundo pela revista "World Finance" em 2012. Temos cinco contratos em operação e pretendemos licitar outros ainda este ano. O terceiro eixo dos compromissos da Sede é a manutenção da confiança dos investidores, por meio do diálogo aberto e o cumprimento dos contratos firmados.

 

- Natural de Uberlândia, o senhor já demonstrou a preocupação com o desenvolvimento da economia das cidades do interior. Como o senhor avalia a situação econômica do município de Juiz de Fora? Quais são os pontos fortes e as lacunas a serem superadas?

- Cada região possui a sua vocação econômica, e o trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e também do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi) é justamente identificar estas características e apresentá-las aos investidores. Sendo assim, a parceria do Estado com os municípios tem sido fundamental e deverá ser aprofundada, uma vez que é nos municípios que os investimentos acontecem. Nestes últimos anos, o Indi estreitou esta aproximação com as prefeituras, para identificar as principais vocações econômicas, realizar o cadastro de áreas para receber os empreendimentos e efetuar levantamentos sobre toda a infraestrutura disponível para receber os projetos, como energia elétrica, gás natural, acessos viários e outros. O grande objetivo é atender às demandas específicas da melhor forma possível. Minas Gerais possui diversas vantagens competitivas que são fatores decisivos no momento em que as empresas decidem pelo investimento no Estado, principalmente por conta de uma gestão pública inovadora e eficiente, que gera respeito e confiabilidade aos contratos. O que temos que continuar fazendo é divulgar o Estado, contando sempre com o apoio das prefeituras.

 

- Como o município e a Zona da Mata podem ser beneficiados com a sua política de interiorização (política de desenvolvimento fora do eixo central)?

- Uma das grandes vantagens de Juiz de Fora é a proximidade aos grandes centros consumidores do país, além de contar com uma infraestrutura consolidada. Conforme disse anteriormente, temos que continuar persistindo em divulgar estas características e perseguir de forma consistente o grande objetivo do atual Governo, que é o de promover o desenvolvimento sustentado em todas as regiões do estado, gerar empregos qualificados e, consequentemente, renda para todos os cidadãos.

 

- O senhor já mostrou preocupação com a logística, relacionada não só a estradas, como também a aeroportos regionais. Em Juiz de Fora, temos o Aeroporto Francisco Álvares de Assis que está sem voos comerciais por falta de companhia aérea interessada na operação. Na região, temos o Aeroporto Itamar Franco que ficou quase um ano sem voos comerciais pelo mesmo motivo. O que o Governo mineiro pode fazer para reverter esse quadro?

- Um dos nossos principais objetivos é fixar os pilares para que Minas Gerais seja conhecida como o principal território do Brasil em logística avançada, com vistas ao barateamento de custos, capacitação e formação de capital humano. Com relação aos aeroportos regionais, a Sede está realizando estudos para identificar 30 aeroportos regionais do Estado que tenham densidade econômica e potencial de tráfego e que estejam aptos para receber novos voos comerciais. Juiz de Fora, por sua importância econômica no Estado, está nesta lista, e os trabalhos estão em curso atualmente. O Aeroporto Regional da Zona da Mata, localizado entre os municípios de Rio Novo e Goianá, deverá ser objeto de um projeto de Parceria Público Privada (PPP). A modelagem deste projeto está sendo finalizada pela Unidade Central de PPPs da Sede e pela Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop), com o objetivo de viabilizar concessão patrocinada para exploração de serviços aeroportuários. A consulta pública já ocorreu no ano de 2013, e as perspectivas são de que esta modelagem seja concluída ainda este ano.

 

- Como estreitar as relações e vencer as barreiras existentes entre Governo e empresariado mineiro?

- Com diálogo. Temos tido encontros com empresários e entidades representativas de diversos setores da indústria, comércio e serviços, no sentido de buscar o melhor caminho para atingirmos os nossos objetivos em comum. A nossa avaliação é que o discurso está alinhado em termos da necessidade de simplificação e de ampliar as condições necessárias para a competitividade das empresas. Além disso, a confiança e a segurança jurídica no cumprimento dos contratos serão duas das nossas principais metas.

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