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12 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Proposta é de reajuste de 6%; paralisação não é descartada

Por Tribuna

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Mais de duas horas de propostas e contrapropostas das classes patronal e laboral
Mais de duas horas de propostas e contrapropostas das classes patronal e laboral

Após três encontros sem acordo entre Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro) e Astransp, representantes de ambas as partes estiveram nesta terça-feira (11) na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para a primeira reunião de negociação salarial com intermediação do órgão. Foram mais de duas horas de conversa com apresentação de propostas e contrapropostas das classes patronal e laboral. A possibilidade de movimento paredista este ano não foi descartada. A previsão é que até na próxima quarta-feira, dia 19, aconteça assembleia entre os trabalhadores para votação que irá decidir o fechamento ou não do acordo. Até o momento são oferecidos reajuste salarial de 6% e aumento do tíquete alimentação de R$ 220 para R$ 240.

Inicialmente, o Sinttro pedia a correção inflacionária de 5,25% mais ganho real de 6%,o que totalizaria reajuste de 11,25%, e o tíquete no valor de R$ 260. Já a Astransp propunha o percentual da inflação como reajuste mais o aumento de R$10 do tíquete. O presidente do sindicato, Adilson Rezende, se recusou a apresentar a oferta inicial da classe patronal em assembleia com os trabalhadores. "Só sairemos daqui com uma proposta viável. Não iremos desgastar a categoria para votar em valores que já foram rejeitados." Ele informou que a classe não descarta a possibilidade de paralisação ou greve. "Queremos chegar a um acordo sem necessidade de fazer uso desse direito, mas se for preciso, faremos."

O presidente da Astransp, Fernando Goretti, disse que o reajuste de 10,63% oferecido à categoria no ano passado está sendo absorvido pelas empresas até hoje. "O valor da tarifa não foi reajustado, isso causa impacto direto." Segundo ele, 52% dos custos das companhias são com quadro de pessoal. "Ainda tivemos a alta de combustíveis e insumos."

De acordo com o chefe do Setor de Relações do Trabalho do MTE, Sérgio Nagasawa, responsável pela mediação da reunião, a expectativa é que as negociações sejam árduas. "Embora tenha percebido um amadurecimento das duas classes, acredito que a situação irá se estender, pois os dois lados estão muito firmes." Embora haja expectativa de novas reuniões, patrões e empregados deixaram claro o interesse de que o acordo seja fechado o mais rápido possível para que se evite em Juiz de Fora a situação ocorrida em outras cidades do país, nas quais o transporte público tornou-se mote para manifestações marcas pela violência.

 

Greve

Em 2013, Juiz de Fora viveu uma situação de caos quando motoristas e cobradores deflagraram greve com adesão de 100% da categoria, o que suspendeu completamente o serviço de transporte coletivo urbano na cidade por um dia. Na ocasião, foi preciso intervenção do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) determinando a presença de profissionais necessários ao funcionamento de 80% da frota de ônibus. O descumprimento acarretaria em multa diária de R$ 50 mil ao Sinttro. Ao todo, o movimento durou 11 dias.

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