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15 de Abril de 2014 - 07:00

Custo representa economia de 25% para usuário; tempo de integração foi ampliado para 1h30

Por Tribuna

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Com o preço de R$ 3,07, entra em vigor nesta terça-feira (15) o sistema de bilhete único para o transporte público em Juiz de Fora. No primeiro momento, os usuários das linhas Rodoviária (640), Universidade (555), Circular Benfica - Senai via BR 040 (754) e Distrito Industrial - Circular Benfica (756) irão pagar a tarifa unificada para utilizar outro coletivo, desde que as duas viagens sejam para regiões diferentes da cidade e aconteçam no intervalo de 1h30. O valor representa economia de 25% em relação aos R$ 4,10 que seriam pagos por duas passagens de ônibus, sem a implantação do projeto. A proposta da Prefeitura é que até o final de 2014 todas as linhas da cidade estejam incluídas no sistema.

Para fazer uso do bilhete único, o usuário deve estar de posse de cartão eletrônico específico, adquirido mediante cadastro na Astransp. Até o momento, 141 pessoas fizeram a solicitação, conforme dados da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra), e podem resgatar, a partir desta terça, o cartão na sede da associação (Rua Espírito Santo, nº 296 - Centro). Na avaliação do subsecretário de mobilidade urbana, Mauro Branco, a adesão dos juiz-foranos ao projeto tende a crescer. "Para este momento inicial é uma boa perspectiva. Nossa expectativa é que com o decorrer da implantação do projeto, mais pessoas se cadastrem." Só no mês de março deste ano, mais de 40 mil viagens foram feitas nas quatro linhas envolvidas no projeto-piloto, segundo registro da secretaria.

O subsecretário explica que para a definição do valor foram considerados "tempo e custo das viagens, além do impacto no sistema" de forma que este se mantivesse "equilibrado". Sobre a alteração no período de integração, de uma hora para 1h30, Mauro destaca que o projeto está em processo de maturação. No final de março, matéria publicada pela Tribuna mostrou que o prazo de uma hora, previsto inicialmente, era insuficiente para a integração de algumas linhas. "Com uma hora atenderíamos 90% das linhas, a ampliação garante atendimento a 94%. Mesmo com a alteração, haverá casos em que a integração não será possível, mas a maior parte será atendida."

 

Experiência

Em São Paulo, o sistema existe há cerca de dez anos e funciona para interligar os coletivos aos terminais de metrô. Com valor de R$ 3, os usuários que recebem o benefício pelo empregador têm duas horas para fazer as viagens, e quem compra o crédito na estação tem o período ampliado para três horas. "A principal vantagem é econômica. Sem o projeto, gastaria-se o dobro para fazer duas viagens", avalia o presidente da Comissão de Economia da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Antônio Carlos Moraes. Sobre o valor cobrado na capital paulista ser inferior ao que será implantado em Juiz de Fora, ele destaca que muitas questões são consideradas na hora do cálculo. "É preciso compreender a relação custo e demanda para se chegar aos valores, por isso, é possível que uma cidade menor tenha a tarifa maior."

Por R$ 2,70, os curitibanos podem embarcar em quantos coletivos quiserem durante o dia, sem limitação de prazo entre as viagens. A integração ocorre por meio de terminais e estações. "Há algumas variações neste conceito de rede de integração física e tarifária. No caso de Curitiba, a passagem é subsidiada pelo governo local", comenta o engenheiro e professor da Universidade Federal do Paraná, Garrone Reck. Segundo ele, o reflexo da cobrança única foi o esvaziamento das linhas de viagens curtas. "Quem faz um deslocamento menor acaba subsidiando as viagens longas." Para ele, o sistema que está sendo implantado em Juiz de Fora é uma boa opção. " A cobrança do referente a uma tarifa e meia permite que os outros usuários não sejam sobrecarregados, é atrativa para quem iria pagar duas passagens e permite um equilíbrio no sistema."

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