Publicidade

25 de Janeiro de 2013 - 21:37

Por Tribuna

Compartilhar

Mais de um mês após a suspensão do atendimento dos clientes da Unimed pelo Monte Sinai e depois de reunião no Procon, tanto a operadora quanto o hospital não descartam a possibilidade de retomar as conversações sobre o descredenciamento, oficializado em dezembro do ano passado. Conforme estimativa do Monte Sinai, os clientes da Unimed respondiam por mais da metade (52%) da demanda na unidade. No Procon, há apenas uma reclamação formalizada neste sentido. Na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) há cinco queixas até o momento.

Como parte do procedimento de investigação preliminar instaurado pelo órgão de defesa do consumidor, representantes da operadora e do hospital reuniram-se esta semana e em separado com o superintendente Nilson Ferreira Neto. Depois de receber informações por escrito e conversar com os representantes pessoalmente, o superintendente avalia que "nenhum fechou a porta" para nova rodada de negociações, que poderia resultar na retomada do atendimento a estes clientes.

O Hospital Monte Sinai já havia admitido essa possibilidade ainda em dezembro, caso fosse solucionado o impasse junto à operadora. O posicionamento divulgado ontem, via assessoria, é que não houve conversações até agora e que o Monte Sinai "continua à disposição da Unimed para retomar as negociações". A operadora, também por meio de sua assessoria, afirmou que "não se furta a conversar sobre o assunto".

O procedimento de investigação, segundo Nilson, não está encerrado. O objetivo das "reuniões informais" foi coletar informações sobre o caso e analisar, junto com o Ministério Público Estadual (MPE), se está havendo desrespeito ao direito do consumidor. O promotor de Ordem Econômica e Tributária, Plínio Lacerda, instaurou procedimento junto à ANS pedindo mais informações sobre o caso. Segundo Nilson, a agência está acompanhando o caso.

A ANS, por meio de sua assessoria, reforça que a operadora de plano de saúde é responsável pela garantia de atendimento aos beneficiários, conforme previsto em contrato. Segundo o superintendente do Procon, se o órgão começar a receber reclamações de consumidores com dificuldade de atendimento ou serviço deficitário, serão adotadas providências, inclusive punições, caso seja caracterizado abuso ao direito do consumidor. A Unimed, por meio de nota, garantiu que "a cooperativa está cuidando para normalizar o atendimento em sua rede prestadora. Os problemas pontuais que surgem estão sendo acolhidos e solucionados imediatamente".

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Edição impressa

Encontre um tema na

Pesquisa

Enquete

Você concorda com a redução da carga horária dos servidores municipais nos dias de jogos do Brasil na Copa das Confederações?