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30 de Janeiro de 2013 - 20:36

Por Fabíola Costa

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Unimed e Monte Sinai devem fechar acordo nesta quinta-feira (31) para restabelecer o atendimento aos clientes da operadora no hospital, suspenso desde 22 de dezembro. Nesta quarta (30) foi realizada mais uma rodada de negociação, com a presença de representantes de hospital, operadora, Procon e Ministério Público Estadual (MPE). Apesar de o resultado ser mantido sob sigilo por todos os envolvidos, a expectativa é por um consenso, especialmente sobre a forma de atendimento destes consumidores.

As reuniões fazem parte de procedimento de investigação preliminar instaurado pelo Procon. O objetivo é verificar, junto com o MPE, se há desrespeito aos direitos do consumidor em função do descredenciamento. Primeiro, operadora e hospital foram notificados a prestar esclarecimentos. Na semana passada, representantes da Unimed e do Monte Sinai encontraram-se, em separado, com o superintendente do Procon, Nilson Ferreira Neto. Esta semana, diretores da cooperativa e do hospital sentaram à mesma mesa, pela primeira vez desde dezembro, com a intermediação do MPE.

O promotor de Ordem Econômica e Tributária, Plínio Lacerda, comenta que a preocupação é defender o consumidor. Conflitos de interesse à parte, no entendimento dele, o atendimento aos clientes da Unimed pelo Monte Sinai deveria ser retomado, para não haver prejuízo aos consumidores. Conforme estimativa do hospital, os clientes da cooperativa respondiam por 52% da demanda na unidade. No Procon, há apenas uma reclamação formalizada neste sentido. Na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) há cinco queixas até o momento.

Plínio não participou do encontro desta quarta-feira (30), que estaria sendo intermediado pela promotora Ana Léia Salomão. O MPE, por meio de sua assessoria, explica que o papel do órgão é de mediação, "um intermediário na tentativa de acordo". A informação, no início da tarde, era a de que o MPE não havia acionado a Justiça sobre o caso. A Tribuna procurou a promotora Ana Léia Salomão, o superintendente do Procon, Nilson Ferreira Neto, o Hospital Monte Sinai e a Unimed, por meio de suas assessorias, mas ninguém se posicionou sobre o assunto.

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