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03 de Abril de 2014 - 07:00

Movimento iniciado em redes sociais ganhou às ruas do Centro nesta quarta-feira, de forma pacífica

Por Gracielle Nocelli

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Manifestantes entoaram cantos e gritos de ordem de rejeição ao reajuste de 9,7%
Manifestantes entoaram cantos e gritos de ordem de rejeição ao reajuste de 9,7%
Ato foi organizado pela Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel) nas redes sociais
Ato foi organizado pela Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel) nas redes sociais
Grupo preparou faixas e cartazes
Grupo preparou faixas e cartazes
Fila de ônibus se formou na Avenida Rio Branco
Fila de ônibus se formou na Avenida Rio Branco

Centenas de pessoas participaram nesta quarta-feira (2) de protesto contra o aumento da passagem de ônibus, de R$ 2,05 para R$ 2,25, em Juiz de Fora. De posse de faixas e cartazes, os manifestantes entoaram cantos e gritos de ordem de rejeição ao reajuste de 9,7%, aprovado em decreto assinado pelo prefeito Bruno Siqueira na última terça-feira e com validade a partir de sábado. O ato foi organizado pela Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel) nas redes sociais e ganhou adesão de estudantes e trabalhadores, que percorreram ruas do Centro da cidade. Realizado de forma pacífica, o movimento contou com supervisão da Polícia Militar, que estimou em 400 o número de pessoas presentes.

No final da tarde, os manifestantes se concentraram na Praça Jarbas de Lery Santos, no Bairro São Mateus, de onde seguiram pela Avenida Itamar Franco em direção à Avenida Rio Branco. No principal cruzamento da cidade, eles pararam o trânsito para pedir melhorias no sistema de transporte público da cidade. De acordo com a integrante da Anel e uma das organizadoras do ato, Aline Vieira, "o aumento da tarifa não é compatível com o serviço oferecido." Segundo ela, dentre as propostas da Anel estão a estatização do sistema, o aumento da frota de ônibus e a realização de uma CPI na Astransp. "Realizaremos assembleia para formalizar estas questões e encaminhá-las ao prefeito." A Anel também reivindica passe livre para estudantes e desempregados.

Após a liberação do trânsito no cruzamento das avenidas Itamar Franco e Rio Branco, os manifestantes seguiram em direção à Rua Floriano Peixoto. Durante o trajeto, o ato ganhou adesão das pessoas nas ruas. A forte chuva que caiu no início da noite não interrompeu o movimento, que seguiu para a Avenida Getúlio Vargas, onde novamente houve interrupção do trânsito. O ato foi finalizado na praça Antônio Carlos, onde os manifestantes agendaram novo protesto para esta quinta.

Nas ruas

Ausente na reunião do Conselho Municipal de Transportes, que aprovou a proposta de reajuste da tarifa, e na audiência pública de apresentação do novo valor ao Legislativo, o Diretório Central de Estudantes (DCE) afirmou que não foi comunicado a tempo sobre os dois encontros. "Queremos propor mudanças no Conselho, pois vemos que hoje trata-se de um órgão que não debate, apenas é consultado sobre decisões já formatadas", diz o secretário geral do diretório, Victor Cézar. Para a coordenadora geral do DCE, Laiz Perrut, "a democracia que não vemos no Conselho, encontramos nas ruas."

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