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15 de Julho de 2014 - 08:35

Queda no número de emplacamentos na cidade é maior que no estado

Por Tribuna

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Concessionárias apostam nas promoções
Concessionárias apostam nas promoções

Juiz de Fora teve queda de 17% no número de emplacamentos de automóveis no primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG). De janeiro a junho deste ano, 4.724 veículos foram regularizados, enquanto os primeiros seis meses de 2013 registraram total de 5.694. Apesar de refletir o cenário de redução de vendas de carros zero que se criou em todo o país, o resultado da cidade é pior do que o estadual. Em Minas, a queda de emplacamentos foi de 4,64% no mesmo intervalo analisado. A expectativa do setor é que a situação melhore neste segundo semestre, principalmente, com a decisão do Governo de estender a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) até dezembro. Para os consumidores este pode ser um bom momento para fazer negócio.

O aumento do preço dos veículos no início do ano, por conta da obrigatoriedade dos freios ABS e airbags, a oscilação da economia, a retração da oferta de crédito e a Copa do Mundo são alguns fatores que contribuíram para a queda de emplacamentos, segundo avaliação do presidente do Sincodiv-MG, Mauro Pinto de Moraes Filho. Para ele, o setor tem chances de recuperação no segundo semestre, mas dificilmente conseguirá alcançar os bons resultados de 2013. "O ano passado foi muito bom, a nossa base de comparação é alta. Para crescermos assim novamente será preciso melhorar o cenário econômico nacional."

Nas concessionárias de Juiz de Fora, as promoções têm sido a principal estratégia para garantir a clientela. "As ofertas devem ser mantidas. O mercado está em queda, e a solução é continuar investindo na redução do lucro para garantir o volume de vendas", diz o supervisor de vendas da Delta Fiat, Marcelo Alvarez. "As promoções conseguiram manter as nossas vendas até agora", diz o gerente de vendas da Original Ford, Augusto Paradinha. A expectativa é que o período pós-Copa, juntamente com o incentivo do Governo de manter o IPI reduzido, atraia o interesse de mais consumidores. "Esperamos aumento das vendas, mas não na proporção de 2013, que foi um ano diferenciado." A gerente de vendas da Novo Rumo, Neuza Bordonau, diz que, diante de "altos e baixos", foi possível obter bons resultados. "Acredito que o setor já esteve em crise, mas superamos. Estamos otimistas com os próximos meses."

 

Boa hora

Para o especialista em mercado de automóveis Joel Leite, esta é uma boa oportunidade para os consumidores negociarem descontos na compra de carros zero. "Com a queda nas vendas é possível obter melhores resultados", destaca. Outra alternativa é investir nos seminovos. "Veículos com dois anos de uso ou mais são um bom negócio financeiramente, já que não sofrem tanta depreciação de valor." Dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostraram que no primeiro semestre deste ano, a venda de carros usados no país cresceu 4,6% no primeiro semestre.

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