A confirmação da candidatura a prefeito do deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB) trouxe alívio e desconforto para o Governo Custódio Mattos (PSDB). Se por um lado a entrada do peemedebista no páreo leva a disputa para o segundo turno, condição considerada essencial para a proposta de reeleição tucana, por outro lado, a proximidade do parlamentar com dirigentes de partidos da base é vista com ressalvas. O receio é quanto ao risco de debandada na reta final para definição de alianças. A primeira tentativa de segurar os governistas aconteceu ainda na terça-feira, dois dias após Bruno ser confirmado candidato pela convenção do PMDB. A convite do secretário de Governo, Manoel Barbosa, representantes dos partidos aliados almoçaram com o prefeito e secretários. Entre os participantes, o clima foi de otimismo.
O efeito do almoço, no entanto, não resistiu ao feriado de quarta-feira. Pelo menos quatro legendas governistas iniciaram ou prosseguiram as conversas com o concorrente peemedebista. Por ora, não há nada definido, mesmo com avanços consideráveis em duas situações. A primeira delas envolve o PR, que é conduzido pelo ex-deputado Edmar Moreira. O entendimento do dirigente com Bruno ganhou contornos mais nítidos nos últimos dias. Pesa a favor do candidato do PMDB a insatisfação de Edmar com os tucanos por conta de acordos pendentes em relação à disputa de 2008. Na última sexta-feira, o ex-deputado e seu filho, o deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB), estiveram com Custódio e avisaram que ainda analisam o cenário sucessório. Atualmente, os Moreiras têm assento no primeiro escalão da Prefeitura por meio da indicação do diretor-presidente da Emcasa, Daniel Ortiz.
A outra conversa adiantada do PMDB acontece com o PTB. O partido, que tem à sua frente o secretário-adjunto da Secretaria de Obras, Ricardo Luiz Monteiro Francisco, tem uma boa chapa proporcional e aposta no pastor Aloízio Penido como candidato a vice. As condições propostas pelos trabalhistas estão sendo analisadas, mas teriam agradado os peemedebistas. Outro partido com proximidade com Bruno é o PRB, do presidente da Câmara Carlos Bonifácio. No seu caso, além do compromisso com Custódio, pesa a determinação do seu correligionário e ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, favorável à coligação com o PT. Também o PSC, do líder governista, vereador Noraldino Júnior, foi visto em conversas com o PMDB. Fora da base governista, Bruno tem mantido diálogo com o PCdoB e o PMN. Os dois partidos também conversam com a pré-candidata Margarida Salomão (PT), que deve ter como vice alguém do PSB, a ser indicado pelo deputado federal Júlio Delgado (PSB).



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