Escola estadual volta a ser arrombada e furtada pela quinta vez


Por Kathleen Bastista

28/02/2017 às 16h06- Atualizada 28/02/2017 às 17h00

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Atualizado nesta terça-feira, às 16h09 

Um dia depois de ter sido arrombada pela quarta vez em menos de três semanas, a Escola Estadual Batista de Oliveira voltou a ser alvo de bandidos na madrugada desta terça-feira (28). Desta vez, foi furtado material de papelaria e escritório, como grampeadores e calculadoras. “Nós imaginávamos que eles poderiam voltar, porque deixaram os teclados do lado de fora para levar depois. Por isso, decidimos guardar os aparelhos mais caro em casa, para evitar mais prejuízo”, explicou a vice-diretora da escola, Ananda Elisabeth Fernandes. Contudo, sem os equipamentos de maior valor para roubar, os criminosos cometeram atos de vandalismo no colégio, que fica no Bairro Costa Carvalho, região Sudeste da cidade. “Eles espalharam lixo pela escola toda, destruíram arquivos de alunos e pastas de documentos dos funcionários. A comunidade escolar está em choque”, lamentou Ananda.

A vice-diretora observou que casos de furtos e arrombamentos na instituição eram muito frequentes até 2015, quando, inclusive, todo o sistema de segurança do colégio foi roubado. Até hoje, o equipamento não foi reposto. “O trâmite legal para a reposição desses materiais é bem demorado porque é necessário um levantamento do patrimônio que é encaminhado para Belo Horizonte, onde é avaliado”, esclareceu. Em 2016, não houve registro de ocorrências policiais. Mas, desde o começo de fevereiro, uma nova onda de violência voltou a assombrar alunos, professores e funcionários, justamente no ano em que o colégio completa sete décadas. “Não dá para ficar à mercê de bandidos. É uma situação muito complicada. A gente precisa da ajuda do Poder Público.” A Escola Estadual Batista de Oliveira possui 820 estudantes que voltam às aulas na quinta-feira, dia 2.

Ananda Elisabeth salientou que não será fácil esse retorno. “Não teremos como trabalhar normalmente. Vai ser uma comoção muito grande. A nossa primeira providência será convocar a comunidade escolar para decidir com o colegiado o que fazer e buscar solução na Superintendência Regional de Ensino (SRE).” Para a vice-diretora, os arrombamentos e furtos não são cometidos por alunos ou ex-alunos do colégio. “Os nossos alunos têm um carinho muito grande pela instituição. Muitos que estudaram aqui voltaram para trabalhar no colégio. Eu sou uma ex-aluna da escola. Trabalho aqui há 16 anos. A gente percebe o carinho que a comunidade tem pela escola”, acrescentou. O maior receio dela é que, sem ter mais o que roubar, o patrimônio seja destruído. “Desde que levaram os computadores, o nosso arquivo está todo em papeis que, se foram destruídos, não teremos mais nada.”

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Furto na segunda 

Os bandidos que invadiram a Escola Estadual Batista de Oliveira na madrugada de segunda-feira levaram cinco computadores e dois ventiladores. Os criminosos ainda quebraram o sino automático e espalharam materiais de alunos e professores nas salas da instituição. O crime se soma às outras três ocorrências registradas na escola em cerca de 20 dias.
De acordo com a vice-diretora da escola, Ananda Elisabeth Fernandes, uma vizinha ouviu barulhos no local durante a noite de segunda e avisou a diretoria da instituição sobre o arrombamento. “A gente fica surpresa, porque aparenta ser a mesma pessoa que invade a escola, porque a porta de entrada é arrombada sempre da mesma forma.” Segundo ela, nos crimes anteriores também foram roubados pisos que a escola tinha ganhado em forma de doação, pacotes de argamassa e materiais esportivos.

A Tribuna tentou entrar em contato com a Superintendência Regional de Ensino (SRE) para obter posicionamento da instituição, mas, devido ao recesso de carnaval, não obteve retorno.