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Ilha do LagoMacaco Prego da AmazôniaBicho-PreguiçaTucanoOnçaCristal

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Alfredo Ferreira Lage, o fundador do Museu Mariano Procópio, começou a colecionar pedras quando era ainda um estudante na Europa. Cristais, mármores, granitos, rochas. Pedras que serviram para construir um acervo que cresceu com as centenas de doações que, posteriormente, iriam contar, de forma concreta, os segredos da história natural, através dos animais, plantas, fósseis, insetos, minerais e miniaturas. O acervo inclui desde os macacos, que circulam pelas árvores das ilhas do parque, até os pássaros e uma onça empalhados, que, no interior do Museu, garantem a perpetuidade mumificada das raças. Para os estudiosos - ou simples curiosos - o Museu Mariano Procópio revela em suas galerias importantes informações sobre geologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. E demonstra, de forma prática e didática, a proposta generalizada, ou enciclopédica, da formação do acervo coletado por Alfredo Ferreira Lage.

A geologia tem como base de seu estudo a história da terra, através de sua composição mineral e de sua estrutura, buscando assim entender o passado e interpretar a vida. Estudando a geologia, o homem encontra explicações sobre o planeta, a formação das montanhas e os segredos das rochas. E amplia seus conhecimentos sobre as espécies animais e vegetais que, através de seus restos fósseis, contam os detalhes das diversas eras geológicas. A mineralogia, por sua vez, mostra as riquezas que, no subsolo, já serviram - ainda servem - como símbolos da economia de um país, como o Brasil, por exemplo. No século XX é a vez do ferro, manganês, carvão, petróleo e urânio.

A paleontologia busca decifrar as constantes transformações e evoluções dos animais - incluindo aí o homem - em sua existência na Terra. São milhões de anos de documentação que até hoje são desvendados pelos estudiosos, através dos fósseis. Mas a história natural encontra sua grande magia no estudo da zoologia. A avaliação da natureza, a distinção das espécies, a compreensão dos hábitos e a constituição dos animais geram as revelações desta ciência, que existe desde o remoto século IV antes de Cristo, através dos estudos e das constatações do filósofo grego Aristóteles.

O setor de ”Documentos“ do Museu Mariano Procópio teve sua formação basicamente em função de doações e compras de documentos avulsos e de arquivos particulares. São ofícios, cartas, livros, jornais, revistas, fotografias e mapas, com importantes revelações históricas. Como, por exemplo, um livro que exalta os feitos do Duque de Caxias durante a guerra do Paraguai. Revestido de ouro e prata, o livro conta detalhes sobre o ”mais longo e sangrento conflito sulamericano do século XIX“. A guerra começou em 1864 e só terminou em 1870, deixando ”o Paraguai devastado e sua população reduzida à metade“.

Entre as cartas estão expostos no Museu Mariano Procópio os originais de alguns desses documentos, como as cartas de Dom Pedro I, enviadas à sua amante, a Marquesa de Santos, e uma outra, assinada pelo escritor francês Victor Hugo (1801 - 1885), principal representante do romantismo literário em seu país, autor de ”Os Miseráveis“, ”Os Trabalhadores do mar“ e ”O Homem que ri“.

São mais de 10 mil documentos, que, somados às mais de 18 mil fotografias, formam um rico, importante e diversificado acervo histórico.

História Natural e Documentos


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