Publicidade

16 de Fevereiro de 2014 - 06:00

Por RENATO SALLES

Compartilhar
 
Atletas, como Paulo Coelho, 65, (foto abaixo), na piscina  de gelo, enfrentam obstáculos tipicamente militares, mas não se rendemFOTOS LEONARDO COSTA/15-02-14
Atletas, como Paulo Coelho, 65, (foto abaixo), na piscina de gelo, enfrentam obstáculos tipicamente militares, mas não se rendemFOTOS LEONARDO COSTA/15-02-14

"Bem-vindos ao inferno!" Com essa frase, o locutor oficial da "Três Rios Obstacle Race", prova de força e resistência realizada durante todo o dia de ontem na cidade fluminense que deu nome à etapa, convidou os atletas que iram disputar a quinta bateria da competição a se alinharem para a largada. O termo "inferno" pode até parecer forte, mas superar cinco quilômetros de um percurso com 15 obstáculos só deve ser considerado "paraíso" para os cerca de 750 heróis que toparam o desafio, parte deles juiz-foranos. "Vale pela adrenalina", afirmou o cabo-friense Paulo Coelho, 65 anos, após superar uma piscina de gelo e ser importunado pelo inconveniente repórter ainda no meio do trajeto.

Segundo a organização, o evento é pioneiro no Brasil e deve desembarcar em Juiz de Fora ainda em 2014. "Outras duas provas de obstáculos já aconteceram no país, mas não com esse formato, no campo, muito próximo do modelo original surgido nos Estados Unidos há alguns anos. Adaptamos este modelo à nossa realidade, tornando o esporte mais competitivo", afirma Lauter Nogueira. O evento local, entretanto, ainda não tem data para acontecer. Antes, a "Obstacle Race" deve passar pelas cidades fluminenses de Búzios e Itaipava.

No que depender dos competidores, a modalidade veio para ficar. "A diferença deste esporte é que o foco está nos obstáculos. É uma prova de superação. O importante é completar. A satisfação é essa", afirma Paulo Júnior, 38, que participou da primeira bateria. As mulheres também marcaram presença. A corredora rústica de Búzios Glaucia Rosa Gonçalves, 23, aprovou o evento. "Exige muita força, mas as meninas que estavam competindo mostraram muito serviço. Consegui me divertir na prova. É muito bom", afirma a primeira colocada da quarta bateria entre as mulheres.

Origens

Com dificuldades variadas, a prova é inspirada em exercícios militares. "Isso virou uma loucura no exterior. Um desafio pessoal. Quem supera o percurso se sente um herói. É um esporte que surgiu entre ex-mariners norte-americanos que buscavam alguma prática para se manterem em atividade física." Para o atleta amador Lucas Gil, 24, tal característica da modalidade, que privilegia o condicionamento físico, "faz com que a prova vire uma superação pessoal."

Se o esporte é originário do militarismo, o sargento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e vencedor da quarta bateria, Luciano Cruz, 39, do Rio de Janeiro, é um bom personagem para revelar o caminho para um bom desempenho. "É preciso começar e acabar o percurso na raça. Todos os obstáculos são difíceis, mas este é um esporte onde você só depende de você."

Galeria de Imagens

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que alertas em cardápios e panfletos de festas sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool contribuem para reduzir o consumo de bebidas por motoristas?