Ainda sem futuro definido, o meia juiz-forano Raphael Botti recarrega as energias na cidade enquanto não define seu futuro clube. Apesar de ter contrato com o Figueirense até o fim desse ano, ele não vai retornar para o Alvinegro de Santa Catarina. "Já tive algumas sondagens, mas como são só especulações, não posso adiantar nada. Só posso afirmar que fico no Brasil. Tenho até o dia 20 para acertar com outro clube ou então retornar para Floripa, mas não é essa a tendência", afirma Botti.
Depois de passar dez anos no futebol asiático, viajando entre Coreia do Sul, onde em 2006 chegou a disputar o Mundial de Clubes pelo Jeonbuk Hyundai, e Japão (Vissel Kobe), Botti retornou ao país em 2012 e disputou o Brasileirão pelo time de Santa Catarina. "Pessoalmente foi um ano bom para mim. Consegui ficar perto da minha família e fiz muitos amigos no Sul, mas, para o clube, o ano foi problemático", recorda o meia, que fez parte do elenco rebaixado para a Segundona.
Desde o início do ano no Sul, Botti acredita que o ponto chave para a queda de rendimento do Figueira foi a derrota no Estadual. O clube venceu o primeiro e o segundo turno do Catarinense, mas a fórmula da competição obriga a uma final. E, nos jogos contra o arquirrival Avaí, vieram as derrotas. "O grupo começou muito bem. Ficamos mais de 20 jogos invictos, mas perdemos as duas partidas da decisão. O (treinador) Branco saiu, e uma semana depois começou o Brasileiro", explicou. De acordo com o meia, depois daquele momento, a situação começou a se complicar. "Foram cinco treinadores e três presidentes no mesmo ano. Mudou todo o planejamento de uma hora para outra."
Adaptado
Sobre o retorno ao futebol brasileiro, o meia acredita que após dez anos na Ásia, já está readaptado, mas lembra que o começo foi difícil. "A questão principal é o tempo de preparação. Lá, nós começávamos a treinar em janeiro para uma competição em março. Aqui, em duas semanas você já tem que jogar. No nosso grupo, mais de dez atletas sofreram lesões musculares. E eu, vindo de fora, senti mais que os outros no começo."
Perto de completar 32 anos, Botti afirma que ainda não pensa em parar. "Enquanto tiver condições de jogar em alto nível, vou continuar. Acho que até uns 36, 37 anos eu consigo ir bem." E, antes de pendurar as chuteiras, ele ainda admite um desejo: "Gostaria muito de retornar ao Vasco, clube no qual fui revelado. Sei que as coisas mudam rápido no futebol e gostaria de encerrar a minha carreira lá."



$msg
Mais comentários