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10 de Março de 2013 - 07:00

Com vaga na Liga Nacional de Handebol, ADJF/Vianna tem uma semana para confirmar participação

Por WALLACE MATTOS

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Carlos Dias orienta jogadores no ginásio da SELLEONARDO COSTA/09-03-13
Carlos Dias orienta jogadores no ginásio da SELLEONARDO COSTA/09-03-13

A intenção da equipe de handebol da Associação Desportiva Juiz de Fora (ADJF)/Instituto Vianna Júnior de disputar a Liga Nacional Masculina 2013 vive dias decisivos. Até esta semana que se inicia, dirigentes, atletas e colaboradores envolvidos na tentativa de viabilizar a participação do time local na disputa esperam conseguir os recursos necessários para concretizar o sonho de ter uma agremiação juiz-forana representando Minas Gerais na elite nacional da modalidade.

De acordo com o atual presidente da Federação Mineira de Handebol (FMH), o juiz-forano Claudio Dias, um dos idealizadores e interlocutores da ADJF junto a possíveis patrocinadores, várias frentes de negociação foram abertas, mas ainda nenhuma resposta definitiva aconteceu. Se isso não se concretizar até esta próxima semana, a equipe local não irá disputar a competição nacional.

"Estamos tentando parceiros, o Vianna também, além da ajuda nesse sentido da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL). Temos um projeto aprovado na Lei de Incentivo ao Esporte federal, cujo total é de R$ 1.275.000, mas com 20% deste valor conseguiríamos iniciar a execução do mesmo e participar da Liga Nacional, pois ele foi formulado em módulos. Há parceiros interessados em apoiar através desse mecanismo, e outros, diretamente. Mas ninguém ainda nos garantiu nada. Esperamos receber essas garantias até a próxima semana, caso contrário, não vamos entrar", afirmou Dias que, além do cargo máximo da FMH, ocupa também a presidência do Conselho Municipal de Desportos e a sub-secretaria de Esporte e Lazer.

Segundo Dias, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) só aguarda a resposta juiz-forana para dar início aos procedimentos da Liga Nacional 2013. "Para a próxima edição da disputa, os outros 11 clubes (Esporte Clube Pinheiros, Metodista/São Bernardo/Besni, Interativo/São Carlos, TCC/Unitau/Tarumã/Taubaté, Unoesc/Orbenk/Unimed/Chapecó, Itapema/Univali, ADI Itajaí, Unopar/Sercomtel/Londrina e Unimed Maringá, Ulbra/Santa Maria e Força Jovem Esporte Clube) já se garantiram. Só falta nossa resposta, aguardada até o fim deste mês, já que o início da competição está previsto para o fim de abril. Se não formos jogar, há vários concorrentes que querem nosso lugar", explicou.

Com as despesas da Liga Nacional com viagens e transportes pagas pela CBHb, o dirigente explica que a responsabilidade da ADJF seria bancar os salário dos atletas, além de alimentação e moradia para quem viesse de fora. "Calculo que isso sairia a custo de cerca de R$ 20 mil mensais, em cinco meses de competição. O que conseguíssemos além disso, seria para qualificar o grupo e buscar objetivos maiores", considera Dias, que tem a promessa do presidente da entidade máxima do handebol nacional, Manoel de Oliveira, de cessão de até 15 atletas da Seleção Brasileira B como reforços. "Nossa intenção é aproveitar a base local, que é forte e há quatro anos não perde jogos em Minas, e trazer sete outros jogadores", contou Dias.

Enquanto as negociações acontecem com patrocinadores, o atual time da ADJF/Vianna voltou aos treinos no último mês. As atividades acontecem às terças e quintas-feiras à noite, no ginásio do Vianna Júnior, e aos sábados à tarde no ginásio da SEL. Segundo o técnico Carlos Dias, seus comandados e ele próprio estão ansiosos pela concretização do sonho de disputar a liga. "A ansiedade é grande. Quando a vaga foi noticiada em outubro, a repercussão foi enorme, criando também uma expectativa. Esperava que tudo estivesse definido em dezembro, mas, por uma série de fatores, isso não aconteceu. É ruim, porque não depende de você", disse o treinador.

De acordo com o técnico, será difícil montar um elenco forte para a disputa da Liga Nacional com o pouco tempo até o início da competições, mesmo que as respostas dos possíveis patrocinadores sejam positivas, mas a intenção é se aplicar ao máximo. "Temos um grupo bastante forte em termos de Minas Gerais, mas que precisa de reforços para uma participação na Liga. Sabemos que seremos cobrados, mas também pedimos que essa cobrança não seja desproporcional a um projeto que vem enfrentando dificuldades iniciais. Queremos e vamos nos dedicar ao máximo para fazer o melhor possível, mas o objetivo principal é nos colocarmos no cenário nacional com trabalho sério e de qualidade para atrair o interesse de apoiadores e atletas, crescendo nos próximos anos", projeta Dias.

 

A ansiedade como companheira de treino

Enquanto as negociações acontecem com patrocinadores, o atual time da ADJF/Vianna voltou aos treinos no último mês. As atividades acontecem às terças e quintas-feiras à noite, no ginásio do Vianna Júnior, e aos sábados à tarde no ginásio da SEL. Segundo o técnico Carlos Dias, seus comandados e ele próprio estão ansiosos pela concretização do sonho de disputar a liga. "A ansiedade é grande. Quando a vaga foi noticiada em outubro, a repercussão foi enorme, criando também uma expectativa. Esperava que tudo estivesse definido em dezembro, mas, por uma série de fatores, isso não aconteceu. É ruim, porque não depende de você", disse o treinador.

De acordo com o técnico, será difícil montar um elenco forte para a disputa da Liga Nacional com o pouco tempo até o início da competições, mesmo que as respostas dos possíveis patrocinadores sejam positivas, mas a intenção é se aplicar ao máximo. "Temos um grupo bastante forte em termos de Minas Gerais, mas que precisa de reforços para uma participação na Liga. Sabemos que seremos cobrados, mas também pedimos que essa cobrança não seja desproporcional a um projeto que vem enfrentando dificuldades iniciais. Queremos e vamos nos dedicar ao máximo para fazer o melhor possível, mas o objetivo principal é nos colocarmos no cenário nacional com trabalho sério e de qualidade para atrair o interesse de apoiadores e atletas, crescendo nos próximos anos", projeta Dias.

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